José Sena Goulão / Lusa

O advogado Daniel Proença de Carvalho

O advogado Daniel Proença de Carvalho, que durante vários anos foi o principal representante de José Sócrates, deixou de ser advogado do antigo primeiro-ministro, deixando a defesa entregue a João Araújo e Pedro Delille.

A iniciativa de abandonar os casos partiu do próprio advogado, que nega que o afastamento esteja relacionado com a Operação Marquês.

Os últimos dois casos em que Proença de Carvalho era advogado de José Sócrates eram dois processos cíveis movidos contra o jornal Correio da Manhã, que foram entregues ao colega João Araújo, que encabeça a equipa de defesa de Sócrates no caso que levou à sua prisão preventiva.

“Não fazia sentido estar a representar o engenheiro José Sócrates só nestes processos cíveis”, afirmou Proença de Carvalho ao Público. “Além disso estes processos tem alguma relação com a vida que o engenheiro José Sócrates tinha em Paris”, acrescentou o advogado.

Os processos foram instaurados contra o jornal Correio da Manhã por criar na opinião pública a ideia de que José Sócrates levava uma vida milionária em Paris, “sustentada por uma riqueza cuja origem era pelo menos suspeita, senão ilícita”.

Proença de Carvalho ocupa diversos cargos de direcção em grandes empresas, sendo atualmente presidente do conselho de administração da Cimpor e da Global Media Group, que detém os jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias e a rádio TSF.

ZAP