Andrew Gombert / EPA
O produtor Harvey Weinstein que esteve por trás de filmes como como “Reservoir Dogs”, “Pulp Fiction” e “Malèna”.
A empresa cofundada pelo produtor norte-americano chegou a um acordo de venda com um grupo de investidores chefiado por Maria Contreras-Sweet, evitando abrir falência.
“Demos um passo importante e chegámos a um acordo para comprar ativos da The Weinstein Company, com o objetivo de lançar uma nova empresa, com uma nova direção e uma nova visão”, disse em comunicado a responsável, que terá desembolsado 500 milhões de dólares (cerca de 407 milhões de euros) para adquirir os bens da produtora.
O acordo foi alcançado após intensas negociações, nas quais participou a procuradoria-geral do estado de Nova Iorque que, no passado dia 11 de fevereiro, apresentou uma queixa de direitos civis contra a empresa e especificamente contra os seus fundadores, os irmãos Harvey e Robert Weinstein, pelo ambiente abusivo em que funcionavam.
Harvey Weinstein foi afastado da empresa em outubro do ano passado no seguimento de várias denúncias públicas de assédio e abuso sexual por dezenas de mulheres no meio cinematográfico.
Segundo a imprensa, em discussão estava um acordo de 500 milhões de dólares e a Justiça exigia a criação de um fundo de 40 milhões de dólares
para a empresa compensar as mulheres que terão sido vítimas dos avanços de Harvey Weinstein.A empresa tinha anunciado, no início desta semana, que iria declarar falência após falhadas as negociações com este grupo de investimento mas, na quinta-feira, a procuradoria voltou a sentar-se com as partes numa nova tentativa de evitar a bancarrota e proteger os empregados e as supostas vítimas.
Os irmãos, que em 1979 fundaram os estúdios Miramax, produziram dezenas de filmes e séries de ficção e entretenimento premiadas. Entre os seus maiores sucessos de bilheteira contam-se “Sacanas sem lei” (2009) e “Django libertado” (2012), ambos de Quentin Tarantino, “O discurso do rei” (2010), de Tom Hooper, “Guia para um final feliz” (2012), de David O. Russell, e “O mordomo” (2013), de Lee Daniels.
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