Dave Pinter / Flickr
Fábrica Volkswagen em Dresden
A fábrica de automóveis da Autoeuropa, em Palmela, “está completamente paralisada em todas as secções” devido à greve que decorre, esta quarta-feira, até ao final do dia contra o trabalho obrigatório ao sábado, disse à agência Lusa fonte sindical.
“Tal como prevíamos, está a haver uma forte adesão à greve. Isto prova que os trabalhadores se identificam com os motivos que levaram a esta paralisação”, disse Eduardo Florindo, do Sitesul, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul.
“Há centenas de trabalhadores em greve que estão concentrados aqui à entrada da empresa”, acrescentou Eduardo Florindo, salientando que os sindicatos continuam a aguardar uma resposta ao pedido de reunião que fizeram à administração.
Os trabalhadores da Autoeuropa iniciaram na manhã de quarta-feira o segundo turno de greve contra o trabalho aos sábados que teve início às 23h30 de terça-feira e termina à meia noite de quinta-feira.
Os cerca de três mil trabalhadores que participaram nos plenários realizados na segunda-feira aprovaram uma resolução a confirmar a rejeição dos novos horários, particularmente pela imposição do trabalho aos sábados.
De acordo com o sindicato Sitesul, com os novos horários que a empresa pretende implementar, cada trabalhador só teria direito a gozar dois dias de folga consecutivas de três em três semanas, quando, a juntar ao dia de folga fixa, domingo, a folga rotativa fosse ao sábado ou à segunda-feira.
A administração da Autoeuropa só vai pronunciar-se depois da greve, que termina à meia noite de quinta-feira.
[sc name=”assina” by=”” url=”” source=”Lusa”]
Sindicatos e comissão de trabalhadores manobrados pelo PCP, já sabíamos que eram irresponsáveis.
Agora ficamos a saber que o governo Costa, pela sua inacção, é igualmente irresponsável.
O WV T-Roc vai ser deslocalizado para um país onde haja gente e governo mais espertos, Portugal perde 2.000 postos de trabalho e a Auto Europa fica mais perto de fechar. Nesse dia as culpas do PCP serão todas do patronato.
O PCP continua a ter um objectivo. A destruição da economia do país e o aumento da pobreza, pois é nesse contexto que o partido ganha adesão.