José Goulão / Flickr

Ex-primeiro ministro e ex-líder do PS, José Sócrates

O Procurador do Ministério Público, Rosário Teixeira, que investiga o processo de José Sócrates, considera que o Grupo Lena foi o “corruptor activo” do antigo primeiro-ministro. É o que constará da resposta dada pelo Procurador ao recurso de Sócrates quanto à sua detenção preventiva, conforme avança a imprensa deste sábado.

O Diário de Notícias sublinha que Rosário Teixeira entende que o Grupo Lena foi o “agente pagador” de José Sócrates e que o dinheiro saiu de “contas pessoais de responsáveis” da estrutura empresarial, directamente para as contas de Carlos Santos Silva, o amigo do ex-primeiro-ministro que está também em prisão preventiva.

O Correio da Manhã adianta, por seu turno, que o Grupo Lena ganhou 200 milhões de euros entre 2007 e 2009, graças à intervenção de José Sócrates. Este diário frisa que Rosário Teixeira entende que o grupo foi “claramente beneficiado” pelo ex-primeiro-ministro.

No passado mês de Janeiro, o Grupo Lena anunciou, em comunicado, ter pago a empresas de Carlos Santos Silva cerca de 3,3 milhões de euros

, entre 2005 e 2010. Nessa altura, o conglomerado empresarial negou quaisquer “pagamentos ilegais” e refutou também a ideia de ter recebido algum tipo de benefício de José Sócrates.

Entretanto, o Diário de Notícias apurou que, em Novembro de 2013, o Ministério Público solicitou informações a entidades bancárias suíças sobre as contas de Carlos Santos Silva.

Todavia, essas informações só terão chegado a Portugal a 29 de Janeiro deste ano, com a plena concordância do Procurador português.

Ao abrigo das leis Suíças, o titular das contas bancárias tem que ser informado deste tipo de procedimentos e os responsáveis da investigação não queriam que os suspeitos ficassem a par das diligências em curso.

ZAP