Emilio Naranjo / EPA

O Ministério Público pediu que seja emitido um mandado europeu de detenção contra o ex-presidente e mais quatro membros do Governo catalão, que não compareceram no tribunal por rebelião, sedição e desvio de fundos.

Num pedido feito à juíza da Audiência Nacional que os está a julgar, segundo fontes judiciais, o procurador sustenta que, depois de se constatar que viajaram para a Bélgica, se deve avançar com a decisão judicial de emitir o mandado europeu com vista à detenção e entrega por parte desse país dos cinco ex-membros do Governo catalão, para efeitos de procedimento criminal.

Segundo a acusação, “constam reiteradas tentativas de entregar a citação no seu domicílio, assim como reiteradas chamadas telefónicas” sem resposta por parte dos investigados.

Entretanto, a juíza da Audiência Nacional, Carmen Lamela, deu provimento ao pedido da Procuradoria-Geral e decretou, em Madrid, a prisão preventiva para oito ex-ministros regionais, entre eles o vice-presidente de Puigdemont, Oriol Junqueras.

A juíza estipulou ainda uma fiança de 50 mil euros para que Santi Vila, ex-conselheiro que saiu da Generalitat um dia antes de ter sido declarada a independência, possa esperar pelo julgamento em liberdade.

O tribunal considera que há risco de fuga ao julgamento destes oito membros destituídos, que foram ouvidos hoje de manhã e arriscam penas de prisão até 30 anos.

O Ministério Público acusa 14 antigos membros do executivo catalão, entre os quais Puigdemont, e seis deputados regionais, incluindo a presidente do parlamento, Carme Forcadell, de delitos de rebelião, sedição e desvio de fundos.

No início da semana, o presidente demitido do Governo catalão viajou para a Bélgica e afirma que só regressará a Espanha quanto tiver “garantias imediatas de um tratamento justo, com separação de poderes”, o que considera não ser o caso.

O parlamento regional da Catalunha aprovou na passada sexta-feira a independência da região, numa votação sem a presença da oposição, que abandonou a assembleia regional e deixou bandeiras espanholas nos lugares que ocupava.

O executivo de Mariano Rajoy, apoiado pelo maior partido da oposição, os socialistas do PSOE, anunciou no mesmo dia a dissolução do parlamento regional, a realização de eleições em 21 de dezembro próximo e a destituição de todo o Governo catalão, entre outras medidas.

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