Lukas Coch / EPA

O príncipe Carlos admite que os próximos 18 meses serão cruciais para a sobrevivência dos seres humanos. Durante este tempo, os líderes mundiais terão de controlar as mudanças climáticas para evitar uma catástrofe irreversível.

“Senhoras e senhores, estou firmemente convencido de que os próximos 18 meses decidirão a nossa capacidade de manter as mudanças climáticas em níveis de sobrevivência e de restaurar a natureza ao equilíbrio de que precisamos para a nossa existência“, disse o príncipe Carlos numa reunião com os líderes da Commonwealth.

O príncipe de Gales deixou, assim, o aviso aos líderes mundiais para unirem a ambição com “a ação prática que é necessária“. As mudanças climáticas crescentes e a perda de biodiversidade requerem a “união e a força” da Commonwealth, de forma a lidarem com estes desafios ambientais sem paralelo.

Citado pelo jornal britânico The Week, o príncipe Carlos disse que no próximo ano e meio estão agendadas “reuniões críticas que determinarão a agenda global para a próxima década”. Desta forma, as decisões tomadas nestas reuniões poderão decidir o futuro da humanidade.

O monarca receia que talvez seja tarde demais para reverter a situação do planeta e que ignorar a sua situação só transformaria o mundo num “paciente moribundo”. Ainda no mês passado, durante a visita de Trump ao Reino Unido, ambos discutiram as mudanças climáticas, com o presidente americano a considerar que os Estados Unidos eram um país “limpo”.

“Acredito que a Commonwealth, com a extraordinária riqueza de recursos e ideias que pode obter, pode oferecer muitas soluções para os problemas que compartilhamos”, disse o príncipe Carlos durante o seu discurso.

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