A. El Albani & A. Mazurier/IC2MP/CNRS/Université de Poitiers
Uma equipa de cientistas encontrou no Gabão, na África Central, as pegadas fósseis do que consideram a mais antiga evidência de um organismo capaz de se mover por si só. Os fósseis datam de há 2,1 mil milhões de anos.
Tal como descreve o artigo científico, publicado esta semana na revista especializada PNAS, os cientistas encontraram traços de movimento na forma de túneis fossilizados nas rochas de um depósito de uma bacia de Franceville com 2,1 mil milhões de anos.
“É plausível que os organismos por detrás deste fenómeno se movessem para procurar nutrientes e oxigénio produzidos por bactérias na interface água do mar”, disse Ernest Chi Fru, cientista da Universidade de Cardiff, no País de Gales, envolvido na pesquisa.
A descoberta permitiu que os cientistas balizassem a história da vida multicelular na Terra até 1,5 mil milhões de anos antes do que se pensava até então. Os anteriores registos fósseis foram encontrados na mesma formação geológica.
“Os resultados levantam uma série de questões fascinantes sobre a história da vida na Terra e como e quando é que os organismos começaram a movimentar-se”, sustentou.
Os investigares recorreram a raios-X para examinar a rocha sem parti-la, recriando depois os fragmentos em imagens em três dimensões.
De acordo com o Centro Nacional de Investigação, os organismos descobertos eram semelhantes às amebas coloniais, que assim que os recursos se tornavam escassos, coagulavam formando uma espécie de “lesma” capaz de se mover como um único organismo à procura de um ambiente mais favorável.
Estas criaturas semelhantes às amebas coloniais, que se moviam como “lesmas”, são a mais antiga evidência de mobilidade na Terra e podem obrigar a reescrever a história da evolução no nosso planeta.
[sc name=”assina” by=”ZAP” ]
Mil milhões, o analfabeto n sabe escrever 1 bilhão????