A cadeia dos reclusos a quem o sistema concede “especiais medidas de proteção”, os chamados “presos VIP”, deverá abandonar Évora e mudar-se para Leiria.

Segundo o Jornal de Notícias, de acordo com um relatório do Ministério da Justiça sobre o sistema prisional divulgado esta semana, os reclusos que precisam de “especiais medidas de proteção” – os chamados “presos VIP” – deverão passar a ser acolhidos no estabelecimento prisional de Leiria, em vez do de Évora.

A medida proposta pelo Ministério da Justiça prevê a melhoria das instalações e um aumento da sua capacidade, o que implicará um investimento de 4,3 milhões de euros. A prisão de Évora ficará reservada a reclusos comuns e deste mesmo distrito.

De acordo com o JN, o relatório aponta como principais razões para a transferência dos “presos VIP” – como políticos e membros das forças policiais

– a centralidade e o interesse de que os reclusos de Évora não tenham de ser deslocados para prisões mais distantes.

A prisão deverá ser transferida para o estabelecimento prisional de Leiria para jovens, que tem uma lotação para 374 lugares e 184 reclusos e, de acordo com o relatório do Ministério da Justiça, tem condições “aceitáveis”. O edifício inclui sete pavilhões prisionais, serviços clínicos, Unidade Livre de Droga e oficinas, num terreno com 140 hectares.

O ex-primeiro-ministro José Sócrates, que esteve detido durante dez meses, no âmbito da Operação Marquês, foi, até agora, o recluso mais mediático do estabelecimento prisional de Évora.

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