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O presidente do Banif negou a possibilidade do banco vir a fechar e pediu a todos os clientes da instituição para que fiquem tranquilos.

Em entrevista à RTP Madeira, o presidente executivo do Banif, Jorge Tomé, defendeu que a informação avançada pelos meios de comunicação “não é fundada” e é “tendenciosa”.

“Veio perturbar todo um processo estruturado que está em curso, em que a posição do Estado está a ser vendida”, afirma.

Estas declarações surgem depois de a TVI ter avançado que o banco estaria pronto para fechar e ser sujeito a uma intervenção semelhante à do BES.

O responsável garante que o banco mantém um caráter sólido e que este é um “disparate perfeito” que só veio “abalar a confiança na instituição”.

Esta é uma situação que está já a verificar-se não só no mercado de ações, depois de a cotação ter fechado em oito centésimas de cêntimo, mas também na confiança dos próprios contribuintes.

No final da tarde, a sede do Banif, no Funchal, foi atacada por uma enchente de clientes preocupados com os seus depósitos e que procuravam saber mais sobre a veracidade das últimas notícias.

“Consegui levantar cinco mil euros, mas foi noutra dependência. Não me deram mais, não tinham mais dinheiro”, contou um desses casos ao jornal Expresso, “agora, a minha mulher está lá dentro e eu já levantei 300 euros na caixa. Eu quero tirar os 30 mil que tenho aí

“.

Perante esta situação de incerteza, o presidente quis também passar uma “mensagem de serenidade e tranquilidade para todos os clientes do banco”.

“Os depositantes e contribuintes podem estar descansados“, assegurou.

Jorge Tomé garantiu ainda que a negociação para a venda da instituição está a “correr muito bem”, avançando que há seis investidores internacionais a analisar a situação do banco e que conta ter propostas ainda esta semana.

Também o Banco de Portugal reagiu às últimas notícias, comunicando que está, juntamente com o Ministério das Finanças, “a acompanhar a situação do Banif”, numa tentativa de garantir “a estabilidade do sistema financeiro, bem como a segurança dos depósitos”.

ZAP