“Espero que alguém a mate.” Foram mais ou menos estas a palavras de Bernard Chenebault, presidente da Associação de Amigos do Palácio de Tóquio, em Paris, sobre a jovem ativista sueca Greta Thunberg.

A frase foi escrita como comentário a um artigo da edição francesa da revista Slate sobre a jovem que inspirou as greves climáticas que ocorreram esta semana. Numa troca de comentários com outros ativistas, Bernard Chenebault chamou-lhe “louca” e defendeu que ela deveria ser eliminada por incitar ao ódio numa “sociedade já agitada por maus sentimentos por todos os lados”, noticiou o Diário de Notícias no domingo.

Nas redes sociais, as reações não se fizeram esperar. Até que Emma Lavigne, presidente do conhecido museu de arte moderna e contemporânea, anunciou este domingo que tinha demitido Bernard Chenebault.

“Desaprovamos estas palavras e distanciamo-nos desta posição, formulada a nível pessoal”, lia-se no comunicado do Palácio de Tóquio, durante a tarde. Mais tarde, surgiu a notícia da demissão.

No Facebook, Bernard Chenebault tentou redimir-se: “Ontem, 28 de setembro de 2019, usei no Facebook palavras graves e totalmente desadequadas

contra Greta Thunberg. Lamento profundamente estas palavras que atingiram várias pessoas, a quem peço desculpa pela indignação que sentiram. Claro que não apelo à morte de Greta Thunberg e peço-vos que acreditem nisso, as minhas palavras escorregaram completamente para longe dos meus pensamentos e da minha intenção.”

E concluía da seguinte forma: “Estas palavras pessoais não têm qualquer ligação com a associação Amigos do Palácio de Tóquio, nem com o Palácio de Tóquio, que eu lamento ter colocado nesta posição.”

Colecionador de arte, Bernard Chenebault tinha sido nomeado para o cargo em julho e uma das suas funções era angariar patrocinadores para as atividades do Palácio do Tóquio e promover a boa imagem da instituição no mundo.

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