Um grupo de piratas informáticos divulgou na Internet milhares de endereços de email e palavras-passe de acesso de entidades públicas, nomeadamente da Presidência da República, da Procuradoria-Geral da República, da Segurança Social, das polícias, de Bancos, de partidos e de clubes de futebol. Alguns dos dados foram “apanhados” em sites para adultos.
O ataque informático foi levado a cabo por um grupo auto-denominado CyberTeam e estará já a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ) que também foi alvo dos hackers, segundo avança o Correio da Manhã (CM).
Os dados “roubados” pelos hackers terão sido divulgados estrategicamente nesta altura, para coincidir com o arranque do julgamento do colectivo Anonymous, onde 21 pessoas, entre as quais o fundador do TugaLeaks, Rui Cruz, são acusadas de pirataria informática.
A divulgação dos dados será uma espécie de retaliação, como dá a entender o CM, notando que os hackers acederam a servidores de empresas e de organismos públicos, aproveitando falhas informáticas, mas que também conseguiram “apanhar” dados confidenciais em redes sociais, em aplicações de partilha de ficheiros e até em sites para adultos, nomeadamente de “busca de parceiros sexuais”, como aponta o CM.
Os hackers terão aproveitado o facto de haver pessoas que utilizam emails institucionais para se registarem naquele tipo de sites e de aplicações, recorrendo, em muitos casos, às mesmas passwords usadas no serviço profissional.
O “Luanda Leaks” que envolve documentos “roubados” por Rui Pinto também terá servido de fonte para a divulgação dos dados.
Na Internet, foram divulgados dados relativos a pessoas ligadas à Presidência da República – mas não do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa -, à Procuradoria-Geral da República, à Segurança Social, bem como às Câmaras Municipais de Lisboa, Porto, Santarém, Oeiras, Viana do Castelo e Bragança e aos Governos regionais dos Açores e da Madeira.
Alvo do “roubo” de dados foram também a GNR, a PSP, a Polícia Judiciária, a Força Aérea e a Marinha, além do Banco de Portugal, do Novo Banco, do BPI e da CGD.
A Universidade Técnica de Lisboa foi outro dos alvos, tal como CP, Águas de Portugal, Estradas de Portugal, Via Verde, Turismo de Portugal e CTT.
Os hackers ainda visaram as empresas EDP, MEO, Sonae, Pingo Doce, Rádio Popular, Worten, Fnac, Zon, NOS, Efacec e Sonangol, além da Federação Portuguesa de Futebol e dos clubes Benfica, FC Porto, Sporting e Sp. Braga.
Os jornais Público, Diário de Notícias e Jornal de Notícias, a Rádio TSF e a Agência Lusa também tiveram os seus dados expostos.
O CM afiança que o grupo CyberTeam tem atacado “sites do Estado e de grupos empresariais privados”, nomeadamente deixando mensagens nas páginas iniciais como aquela onde surgia o rosto de José Sócrates e a seguinte frase: “É um dever cívico de todos os portugueses lutarem contra a corrupção”.
[sc name=”assina” by=”ZAP”]
Que se cuidem os Corruptos a coisa está a compor-se os políticos, gestores empresários e toda a catrefada de colarinhos branco vão deixar de dormir sossegados só a pensarem se vão sair para a praça pública a trapaças te tem feito.