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A mão de obra representa 33% dos custos nas áreas da panificação e pastelaria

O aumento dos custos de produção está na origem da subida dos preços. O preço do pão vai aumentar para fazer face aos custos mais elevados da indústria, como a matéria prima, os combustíveis e o salário mínimo.

Em Janeiro de 2018, o preço do pão irá aumentar cerca de 20%. O preço não subia há seis anos, mas os industriais garantem agora que já não é possível manter os valores.

Em declarações ao Correio da Manhã, António Fonte, presidente da Associação de Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte, explica que “o agravamento dos custos de produção não permite alternativa“.

António Fonte não avança com um valor exato para o aumento do preço do pão, mas estima que o aumento ronde os vinte por cento. “Com o aumento do salário mínimo em 4,1%, vamos ter de aumentar, na devida proporção, os profissionais que, justamente, ganham acima do salário mínimo”, explica.

Segundo um estudo, citado pelo CM, a mão de obra representa 33% dos custos nas áreas da panificação e pastelaria, a matéria-prima utilizada representa outros 33% e 20% correspondem a energia e combustíveis.

Assim sendo, o elevado preço dos combustíveis, a previsão de aumento da energia, gás e eletricidade no próximo ano e o aumento do salário mínimo são os principais motivos da atualização do preço do pão.

Em 2018, a carcaça passará a custar 16 cêntimos no Porto e 24 cêntimos em Lisboa. Em Braga, deverá subir para os 13 cêntimos e em Coimbra para os 17. Já no Algarve, cada carcaça deverá passar a custar 20 cêntimos.

Também o preço dos ovos deverá conhecer um novo aumento, depois de nos últimos dois meses ter subido quase 60%. De 85 cêntimos, passou para 1,40 euros por dúzia (classe A, tamanho L), mas a mesma caixa poderá custar dois euros, já em 2018.

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