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António Guterres

Para António Guterres, a “vontade política esmoreceu” depois do Acordo de Paris aprovado em 2015. Entre medidas propostas em prol do clima, o Secretário-Geral das Nações Unidas fala em “acabar com subsídios aos combustíveis fósseis”.

António Guterres considera que se as metas definidas pelo Acordo de Paris, assinado há quatro anos por 195 países, não forem cumpridas chegaremos ao fim do século com mais “três graus”, o que constitui uma “catástrofe absoluta”.

Numa reportagem que será emitida na íntegra esta noite no programa Linha da Frente da RTP, o Secretário-Geral das Nações Unidas afirma que é “preciso acabar com subsídios aos combustíveis fósseis, reduzir os impostos às pessoas, nomeadamente aos salários, e taxar o carbono”.

As coisas estão pior do que se pensava, todas as realidades a que assistimos no mundo são piores do que as piores previsões que existiam, mas a vontade política esmoreceu depois de Paris”, diz em entrevista à RTP.

Além disso, Guterres defende a necessidade de “acabar com a construção de centrais a carvão”, uma de várias medidas que “exigem vontade política

” numa altura em que as mudanças do clima acontecem mais depressa do que o previsto.

Já sobre uma eventual reforma política nas Nações Unidas, o antigo primeiro-ministro afirma, citado pelo Observador, que “não é fácil é convencer os Estados membros e sobretudo aqueles que têm hoje uma posição mais privilegiada”. “O que não é fácil é convencê-los a aceitar essas transformações.”

Durante a entrevista, António Guterres recusou ainda todas as acusações sobre manter silêncio perante a violação de direitos humanos. “A situação política hoje é uma situação política extremamente complexa e procurar um protagonismo que limite a minha capacidade de conseguir exercer o meu mandato por razões de vaidade pessoal seria um ato de profunda estupidez.”

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