Manuel Farinha / Lusa
O líder do Partido das Pessoas, dos Animais e da Natureza, André Silva
A publicação de uma ex-dirigente do PAN no Facebook está a gerar uma onda de revolta e já levou o Partido Pessoas Animais Natureza a “repudiar” o seu conteúdo. Em causa está o desabafo “que venha uma praga que limpe esta merda de gente”.
A frase foi publicada por Georgina Figueiredo, ex-responsável pelo Conselho Local do Porto do PAN, no seu perfil do Facebook, neste domingo. Notando que “há gente a mais neste planeta” e que a maioria “não vale os recursos que consome”, ela frisa que espera “que venha uma praga que limpe esta merda de gente”.
O PAN já veio apontar que Georgina Figueiredo “não pertence a nenhuma estrutura do PAN, não é filiada do partido“, nem está “envolvida com a Concelhia do Porto ou com a Comissão Política Nacional”.
Georgina Figueiredo esteve ligada ao PAN “entre 2011 e 2015”, “altura em que cessou a sua colaboração por divergências profundas de posições com a orientação política” do partido, esclarece-se em comunicado.
Assim, o PAN afiança que “repudia integralmente as afirmações” da ex-responsável do Conselho Local do Porto, sublinhando que “estão no extremo oposto dos valores defendidos pelo partido que se orienta pelos princípios da não violência, da empatia, da não discriminação, da cooperação, do diálogo e do respeito entre todos”.
Georgina Figueiredo também já veio reforçar que o seu perfil é “pessoal”. “Não sou filiada do PAN, logo não ocupo nenhum lugar no PAN“, aponta ainda, lamentando que a sua publicação esteja a causar tanto burburinho e “muitos pesadelos”.
Apesar de não ter ligação directa ao partido, ela mantém na foto de perfil um slogan com o apelo ao voto no PAN.
“Este mundo está de pernas para o ar”, escreve ainda, frisando que é “só uma cidadã anónima” que “depois de levar com a maldade dos outros, teve a infeliz ideia de “desabafar”” no Facebook.
Georgina Figueiredo queixa-se ainda dos comentários que tem recebido em reacção à sua publicação – “suicida-te” e “os cães devem andar a lamber-te a *****” são alguns dos exemplos que partilha -, e reforça que ilustram como a “maldade humana não tem limites”.
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Infelizmente tem toda a razão!