CDS-Amadora / Facebook
Inauguração da Praça Hugo Chávez, em Alfragide, Amadora, a 12 de Abril de 2016.
A Câmara da Amadora, liderada pelo PS, inaugurou esta semana a Praça Hugo Chávez, numa homenagem ao ex-presidente da Venezuela que está a gerar uma onda de revolta encabeçada pelo CDS.
“Amadora homenageia ditador”, eis como o CDS mostra a sua indignação depois da inauguração da Praça Hugo Chávez, no passado dia 12 Abril, numa rotunda na freguesia de Alfragide.
Numa publicação no Facebook, o CDS-Amadora fala em “vergonha” e em “desrespeito absoluto pelos amadorenses” e, sobretudo, pelo povo venezuelano, que em Dezembro derrotou o chavismo em eleições, apesar de toda a coação exercida pelo regime”.
“Esta inaudita homenagem acontece dias depois de se saber que a Venezuela está a braços com uma epidemia de sarna, em resultado da miséria absoluta provocada pela chamada ‘revolução bolivariana'”, alega ainda o CDS, mencionando que “o regime esquerdista radical de Caracas mantém dezenas de opositores políticos na cadeia, fechou televisões livres e conduziu a Venezuela a uma catástrofe económica”.
Vários utilizadores do Facebook se juntam ao coro da revolta, nomeadamente na página do CDS-Amadora, como é o caso de Ana de Sousa que fala em “tristeza” e nota que “na Venezuela, há falta dos bens mais essenciais, como papel higiénico ou sabão”. Já o utilizador Eduardo Pinto Sousa Martins considera que quem não gosta, tem “bom remédio… deitem-na abaixo tantas quantas vezes for necessário”.
Pela parte da autarquia socialista, fonte não identificada reage ao caso com “profunda estranheza” perante a posição do CDS, cita o Jornal de Notícias.
A mesma fonte explica que, em 2013, a Assembleia Municipal aprovou, com a abstenção do CDS, um voto de pesar pelo falecimento de Hugo Chávez.
Já em 2015, a Comissão de Toponímia, onde estão representados todos os partidos com assento na Câmara, respectivamente, PS, CDU e a coligação CDS-PSD, decidiu atribuir o nome do ex-presidente venezuelano a uma rua da Amadora.
SV, ZAP
Amadora apoia homem falecido que muito ajudou Portugal com compras e petróleo barato.
CDS apoia ditador vivo que só se tem servido de Portugal para lavar dinheiro roubado ao seu Povo e que prende quem lê livros.
Afinal o cds não defende que não nos devemos imiscuir nos assuntos dos outros países, se serve numas situações servem em todas.