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A maioria dos portugueses está a comprar os genéricos mais caros por culpa própria mas também por imposição das farmácias, que perdem dinheiro com a venda dos mais baratos.
A notícia é adiantada pelo Jornal de Notícias, que revela que só um terço dos genéricos vendidos em Portugal estão entre os mais baratos e os utentes poupariam 18 milhões de euros por ano se essa percentagem subisse de 33% para 43%.
Segundo o Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento, os utentes desconfiam dos genéricos mais baratos apesar de os testes laboratoriais comprovarem que a qualidade dos medicamentos é a mesma.
Há utentes que associam erradamente que o baixo preço é sinónimo de má qualidade de um genérico e preferem pagar mais, convencidos que estão a comprar melhor.
No entanto, também há farmácias que só vendem os genéricos mais caros porque perdem dinheiro com os mais baratos.
De acordo com dados da Associação Nacional de Farmácias, divulgados pelo JN, as farmácias perdiam, em média, 39 cêntimos por cada genérico vendido.
Agora, o Ministério da Saúde já está a pagar uma comparticipação de 35 cêntimos às farmácias por cada genérico vendido dos mais baratos.
“Se estimularmos as farmácias a dispensarem um dos quatro genéricos mais baratos, sempre que possível, haverá mais competição no próprio mercado”, explicou Hélder Mota Filipe, membro do conselho directivo do Infarmed.
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Isto é sem dúvida um grande problema.
Num exemplo recente, necessitei comprar um medicamento na farmácia, com receita, e pediram-me 12€. Referi que na receita tinha a mensagem comum "este medicamento não deve custar mais do que 3€". A farmacêutica respondeu que esses valores nem sempre estão atualizados e referiu ainda que aquele medicamento que me estava a vender era dos mais baratos, era genérico, e que se quisesse tinha outra marca disponível por 25€. Respondi que ia pensar melhor e fui para casa pesquisar na internet.
Procurei o meu medicamento no infarmed e encontrei a tabela com todos os fabricantes e respetivos preços para os vários tipos de caixas disponíveis. Para as gramas e nº de comprimidos que procurava o preço na lista variava entre 2€ e 25€ (meu deus!).
Fui a uma farmácia diferente, pedi o medicamento genérico mais barato que tivessem e vendiam-me uma caixa por 5,50€. Comprei porque não ia estar a perder mais tempo à procura do tal genérico de 2€ que podia nem sequer encontrar.
Mas resumindo, este medicamento em questão, o qual necessito comprar uma caixa por mês, pode custar no meu orçamento 2€ ou 12€ ou 25€, só depende da farmácia que visito. E as farmácias são um negócio e não têm interesse em vender-me o mais barato. A senhora da primeira farmácia claramente tentou ocultar informação e foi desonesta.
É triste que em questões de saúde aconteçam este tipo de situações, mas enfim.