Stephanie Lecocq / EPA

Desde a abertura da restauração, só 39% dos portugueses optaram por fazer refeições fora de casa. Quase metade dos inquiridos admite ter medo de contágio.

Um mês depois da reabertura da restauração, encerrada ao público durante o estado de emergência, quase 50% dos portugueses continuam a evitar fazer refeições fora de casa por medo da doença e por questões económicas, revela o último barómetro da Intercampus, publicado esta segunda-feira pelo Jornal de Negócios.

Desde que o Governo deu luz verde à reabertura da restauração, só 39% dos inquiridos optaram por fazer refeições fora de casa. A esmagadora maioria, 60%, ainda não voltou

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A percentagem de portugueses que pretende voltar em breve aos restaurantes ascende a 48%, mas mais de 41% dos inquiridos não prevê fazê-lo. O barómetro revela ainda que 10,7% não sabem ou não respondem.

Para justificar a decisão, quase metade dos inquiridos (48%) invoca o medo de contágio, enquanto 44% admitem que não pretendem comer fora por razões económicas.

Os homens são mais propensos a regressar com regularidade à restauração (56%), mas o valor desce ligeiramente junto das mulheres, para 46%. Por outro lado, os adultos com idades entre os 35 e os 54 anos estão mais preparados para voltar a este hábito, enquanto que os mais vulneráveis devido à idade (a partir dos 55 anos) estão menos disponíveis para o fazer.

Ao nível regional, metade dos inquiridos (50%) que residem no Algarve frequentaram a restauração após o desconfinamento, um valor que compara com 44% da região de Lisboa. Já na região Centro, apenas 34,7% voltaram a frequentar um restaurante.

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