Paulo Cunha / Lusa
Em apenas um ano, Portugal subiu 15 lugares no ranking de melhores destinos turísticos do mundo decidido pelos leitores da Condé Nast Traveler, uma revista norte-americana especializada em viagens. O país passou do 18.º lugar em 2018, para o terceiro lugar este ano.
Em primeiro lugar deste top 20 ficou a Indonésia, seguida pela Tailândia e Portugal. No ranking só constam outros dois destinos europeus: a Grécia, em sétimo lugar, e Itália, em nono.
Há, por isso, de acordo com o Observador, grandes mudanças face ao ranking do ano anterior. Em 2018, Itália tinha sido escolhida como o melhor destino mundial, mesmo à frente da Grécia. Portugal apenas surgia em 18.º lugar.
Este ano, o país luso também marca pontos no top global dos spas. O Vila Vita Parc, em Porches, no Algarve, ficou em 3.º lugar, enquanto que o Six Senses Douro Valley, em Lamego, ocupou a 13.ª posição.
As revista divulga as votações dos leitores há cerca de 30 anos. Para a edição de novembro deste ano, que elege os melhores destinos mundiais, votaram cerca de 600 mil leitores registados.
Este ano, Portugal tem recebido vários prémios. Em junho, já tinha recebido 25 prémios dos World Travel Awards, conhecidos como os “Óscares do Turismo”. Entre os principais galardões estiveram: “Melhor Destino Turístico europeu”, “Melhor Destino de ‘City Break’” e “Melhor Porto de Cruzeiros” (Lisboa), “Melhor Destino Insular” (Madeira) e “Melhor Projeto de Desenvolvimento Turístico” (Passadiços do Paiva).
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Não são más notícias, antes pelo contrário.
O turismo é realmente uma área de negócios onde há anos se tem investido, mas sem sombra de dúvidas que também a publicidade "boca a boca" tem feito muito por Portugal.
Muita gente, há muito tempo, pedia estes resultados.
Mas nem tudo são rosas pois se temos mais emprego (embora mal pago e sazonal) quem relamente acaba por pouco a pouco deixar de desfrutar do que temos de melhor, somos nós os Portugueses. Seja pelos preços praticados que cada vez mais se aproximam (ou ultrapassam) alguns destinos europeus, seja porque a quantidade de turistas que enchem os locais que gostaríamos de visitar.
A desertificação de cidades, mais evidente no Porto em Lisboa, é por exemplo um reflexo da oferta e procura que inflacciona os preços das habitações.
Outros problemas existem e não são de menor monta.
Uma das preocupações deveria ser; e quando os turistas procurarem outros locais?
Aos empresários Portugueses peço que pensem em projectos a longo prazo e sustentáveis, não queiram ganhar tudo muito rápidamente. Os vossos compatriotas merecem.