(dr) Dabiq Magazine

As autoridades portuguesas estão a preparar-se para o regresso dos jihadistas que partiram de Portugal para combater nas fileiras do Estado Islâmico. Polícia e entidades de apoio social estão a receber formação para prevenir a radicalização nas famílias dos combatentes.

As autoriidades policiais e as entidades de apoio social estão a receber formação para lidar com os jihadistas que regressam ao país, acompanhados da sua família. Em Portugal, são sete os jihadistas que são alvo de investigação judicial e estão sujeitos a mandados de detenção internacional.

Como acontece em toda a Europa, a Polícia Judiciária tem promovido várias ações de prevenção e combate à radicalização extremista. Em outubro, a PJ realizou um encontro europeu que contou com a presença da Radicalisation Awarness Network (RAN), uma organização que apoia as autoridades europeias nos casos de terrorismo.

No evento estiveram também presentes 43 representantes de várias agências e serviços de países a União Europeia, a PSP, a GNR e o IAC, que ouviram os testemunhos tanto da organização como também de famílias de jihadistas.

Ao Diário de Notícias, uma fonte oficial da PJ explicou que “a RAN entende que as autoridades de aplicação da lei, as famílias e os profissionais que mais de perto lidam e trabalham com estruturas familiares podem ser parceiros importantes na prevenção da radicalização”.

A prevenção do envolvimento de crianças e jovens

em atividades “desviantes e delituosas” em prol de uma sociedade segura foi uma das temáticas mais debatidas durante a reunião.

Paula Paçó, responsável pelo Projeto Rua do IAC, explicou que “embora, felizmente, radicalização ainda não seja uma palavra que faça parte do nosso vocabulário, é sempre bom aprender a detetar sinais dessa radicalização e refletir sobre o assunto”.

Em entrevista ao DN, António Nunes, presidente do Observatório para a Segurança, Terrorismo e Criminalidade Organizada (OSCOT) afirma que “um dos principais instrumentos de combate ao jihadismo na Europa é a integração“.

É neste sentido que defende que as famílias são o alvo prioritário na inserção social, devendo ser acompanhadas para que sejam prevenidos novos casos de radicalização.

Os Assuntos Internos e Migrações da Comissão Europeia explicam que “impedir a radicalização e o recrutamento é uma prioridade na prevenção de ataques terroristas“.

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