Miguel A. Lopes / Lusa
A Comissão Europeia publicou o relatório anual sobre incêndios florestais em 2017, revelando que Portugal foi o país com mais fogos (21.006), mais vítimas mortais (114) e com a segunda maior área ardida (540.630 hectares).
Segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira – que abrange Europa, Médio Oriente e Norte de África -, em 2017, os fogos destruíram mais de 1,2 milhões de hectares de floresta, mais do que a superfície do Chipre, e mataram 127 pessoas, com prejuízos calculados em quase 10 mil milhões de euros.
Portugal registou, no ano passado, o maior número de fogos florestais (21.006), seguindo-se a Espanha (13.793) e a Federação Russa (10.051).
No que respeita a vítimas mortais, do total de 127, o relatório revela que 114 foram em Portugal: 66 nos incêndios de junho (65 civis e um bombeiro), 46 nos de outubro, a que se somam um piloto de helicóptero e um operador de um buldózer.
Em termos de área ardida, Portugal surge em segundo lugar
(540.630 hectares), seguido de Espanha (178.234), com a Federação Russa na cabeça da lista, com mais de 1,4 milhões de hectares.O relatório, realizado pelo Centro Comum de Investigação (JRC, na sigla inglesa) da Comissão Europeia, refere que, em Portugal, o número de fogos aumentou 30,4% de 2016 para 2017, destruindo maioritariamente plantações de pinheiro e eucalipto, tendo outubro sido o mês mais crítico, com 15,4% das ocorrências e 53,5% da área ardida.
No relatório, o executivo comunitário destaca “uma tendência clara para épocas de incêndios mais longas em comparação com anos anteriores, visto que os incêndios ocorrem agora muito para além dos meses secos e quentes do verão (julho a setembro)”. O documento alerta ainda para a prevenção, que sublinha como “fundamental no combate aos incêndios florestais”.
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