José Coelho / Lusa

Segundo os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Portugal tem conseguido melhores preços, menor tempo de entrega e melhores condições de pagamento em relação à União Europeia.

O Ministério da Saúde adquiriu, desde março, cerca de 75 milhões de máscaras. Segundo o Público, Portugal negociou preços mais baixos do que a contratação conjunta a nível europeu, que está a ser patrocinada pela Comissão Europeia.

Dos 75 milhões, 62 milhões correspondem a máscaras cirúrgicas e do tipo FFP2, necessárias para dar resposta à pandemia de covid-19.

Portugal aderiu ao processo de compras conjuntas para a aquisição em bloco de equipamento de proteção individual lançado pela Comissão Europeia, mas decidiu, por enquanto, encomendar apenas 250 mil máscaras FFP2 nestes concursos internacionais, sendo que a primeira entrega estará prevista só para o final deste mês.

De acordo com o diário, a justificação do Ministério da Saúde para não ter encomendado mais material no âmbito da contratação conjunta é a de que Portugal conseguiu negociar condições melhores, além de prazos de entrega mais curtos.

A resistência portuguesa aos concursos internacionais tem a ver também com a exigência, da maioria das empresas, do “adiantamento de pagamento superior a 60% da totalidade do valor da encomenda”, que se traduzem em “condições piores do que aquelas a que Portugal se tem vindo a abastecer”.

Na compra de máscaras cirúrgicas, Portugal conseguiu comprar estes equipamentos de proteção a 49 cêntimos por unidade, a 58 cêntimos a unidade e a 54 cêntimos por unidade.

Nos fatos de proteção individual, com custos a oscilar entre os 7,80 (empresa Clothe Up) euros e os 16 euros (empresa Oasipor), a empresa com preço mais baixo foi contratada a 17 de março com entrega prevista a 1 de junho e a empresa com valor mais alto a 18 de março com entrega para 1 de abril, apenas duas semanas depois da compra.

Além de máscaras, também foram adquiridos 24 milhões de pares de luvas, 980 mil batas, 360 mil viseiras e proteções oculares e ainda 1,2 milhões de kits de testes de diagnóstico, adiantam os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), a central de compras do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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