Tiago Petinga / Lusa

António Costa e Mário Centeno

O Estado português, e consequentemente os contribuintes, já desembolsaram quase 13 mil milhões de euros em ajudas financeiras à banca desde 2007. Um valor que constitui o sexto mais alto de entre os 28 países da União Europeia.

Estes dados são divulgados pelo Jornal de Notícias (JN) que salienta que dos cofres públicos rumo à banca, em ajudas financeiras, saíram 12,9 mil milhões de euros entre 2007 e 2016.

Um valor que constitui 7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, durante esse período, segundo números do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) citados pelo JN.

A ajuda do Estado português aos bancos foi superior à praticada no Reino Unido, uma “economia que é 13 vezes maior do que a portuguesa e cujo sector bancário é também muito maior”, conforme constata o jornal.

Em 2016, Portugal gastou 380 milhões de euros em ajudas financeiras aos Banco, sobretudo com o BPN. Mas o valor poderia ter sido muito superior, caso a recapitalização da Caixa Geral do Depósitos e a venda do Novo Banco não tivessem sido adiadas para este ano.

Entre 2007 e 2015, o Reino Unido gastou 11,6 mil milhões de euros com ajudas aos Bancos, o que equivale a 0,4% do PIB do país, sustenta o JN.

O diário ainda nota que o Estado português é muito prejudicado por causa dos juros que tem que pagar por estas intervenções financeiras nos Bancos e que são superiores aos pagos pela maioria dos países.

A título de exemplo, o JN nota que o Estado português recebeu 1,2 mil milhões de euros dos bancos, pelas ajudas facultadas, e que teve que pagar 2,6 mil milhões de euros, enquanto que Espanha gastou 4 mil milhões de euros em juros, recebendo 5,7 mil milhões da banca.

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