Mário Cruz / Lusa

Portugal destaca-se agora por apresentar uma tendência de redução de novos casos de infeção pelo novo coronavírus, ao contrário de outros países europeus.

Quando o novo coronavírus começou a ganhar terreno no continente europeu, Portugal foi elogiado no estrangeiro. O país apressou-se a fechar-se em casa e conseguiu achatar a curva de novos casos de infeção, além de ter feito esforços para que as mortes pela doença não disparassem.

No entanto, em meados de junho, Portugal foi em contramão e passou a ser o “patinho feio” da Europa.

A análise é do Jornal de Negócios, que escreve esta sexta-feira que o país começou a apresentar números superiores e uma tendência de subida, numa altura em que muitos países europeus viam os casos de covid-19 diminuir.

Agora, a situação parece ter-se invertido novamente. Desde meados de julho, o número de novos casos em Portugal tem descido diariamente, uma realidade que não se verifica noutros países europeus, sublinha o matutino.

Dados do Our World in Data (OWID), analisados pelo Negócios, evidenciam que Portugal tem registado, na última semana, menos de 200 casos diários, ficando abaixo de países como Espanha, França, Itália, Bélgica, Holanda, Alemanha e Suécia.

Mas as boas notícias não transparecem apenas no número de infeções, mas também na tendência: nestes países, o número de infetados está a acelerar diariamente, enquanto que em Portugal está a abrandar.

Esta situação está a fazer com que alguns países europeus voltem a adotar medidas de restrição: é o caso da Catalunha, onde só são permitidos ajuntamentos até 10 pessoas, ou do Leste de França, onde o uso de máscara é obrigatório mesmo ao ar livre. Por sua vez, Antuérpia decidiu impor um “recolher obrigatório” desde o final de julho e nos restaurantes só é permitido que um máximo de quatro pessoas se sente na mesma mesa.

Esta quinta-feira, Portugal registou mais três mortes e 213 novos casos de covid-19. Segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde, dos 213 novos casos, 147 são na região de Lisboa e Vale do Tejo (69%). No total, o número de pessoas infetadas pela doença é agora de 52.061.

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