Manuel de Almeida / Lusa
Epidemiologistas do Imperial College de Londres estimam que o número de infetados por covid-19 em Portugal seja cinco vezes superior aos casos confirmados.
O número de infetados por covid-19 em Portugal pode ser bem maior do que aquilo que se estima. Uma estimativa de epidemiologistas do Imperial College de Londres aponta que Portugal terá cinco vezes mais infetados do que os casos confirmados até ao momento. Os especialistas sugerem que 80% dos infetados em Portugal estejam assintomáticos ou com sintomas ligeiros.
Neste panorama, as pessoas ainda não foram testadas, mas ainda podem ser agentes de transmissão do novo coronavírus. Assim sendo, até 4 de abril, em vez dos 5.354 casos confirmados, Portugal poderá ter registado mais de 26 mil pacientes infetados por covid-19.
Segundo o Observador, o modelo estima ainda que, com alguns dados mais atualizados, o número de casos em Portugal até poderia chegar aos 39 mil. Esta estimativa eleva o número de infetados para um valor sete vezes superior ao registados oficialmente pela Direção-Geral de Saúde.
Com base no modelo do Imperial College, Ruy Ribeiro, epidemiologista da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, acredita que atualmente o número de infetados em Portugal possa rondar as 81.699 pessoas
.De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo organismo liderado por Graça Freitas, que expressa os números registados até à meia noite deste sábado, há agora 16.585 casos positivos em Portugal, mais 598 casos do que neste sábado.
Trata-se de um crescimento de 3,7% no que respeita a novos casos de covid-19 diagnosticados, ligeiramente superior à registada neste sábado (3,3%).
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 107 mil mortos e infetou mais de 1,7 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infeção, quase 345 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.
[sc name=”assina” by=”ZAP” ]
... irrita-me que isto ainda seja novidade para alguém.
Desde o início (quando os testes ainda eram minimamente suficientes para não afectarem a contagem) se sabe que os assintomáticos representam 4 ou 5 vezes mais que os casos confirmados. A partir do momento em que os testes começaram a ser racionados ( e não racionalizados como diz o governo) o numero real de infectados é uma incógnita, mas continuo a achar que ande nas 5 vezes mais (sou um gajo optimista).
Mas isto só importa para que se entenda a necessidade do afastamento social ou do uso generalizado e obrigatório de máscaras por todos (a minha hipótese preferida para não travar a economia),
atenção: máscaras simples, não para protecção própria, mas dos outros, não confundir com o equipamento de protecção pessoal.
É impossível saber actualmente quem é portador do vírus, e todos os infectados (e mesmo alguns que ainda nem estão) são fontes de contágio.
Só assim se mantém a doença em números minimamente suportáveis pelo SNS, mas nada de ter medo, basta apenas sermos responsáveis por nós e pelos outros e encontrar soluções eficazes, os problemas começam quando alguns se acham "superiores" e circulam sem qualquer cuidado pelos demais.
Por mim garantia-se os milhões de máscaras (o fabrico nacional é fácil e barato) é um investimento bem menor que o prejuízo actual, e começava-se gradualmente a retomar o trabalho, com o máximo de higiene e máscaras obrigatórias e multas a quem não as usar. A recessão que se aproxima assusta-me muito mais que a doença.