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Porto Editora acusada de discriminação por sugerir que meninas são mais limitadas

A Porto Editora seguiu a recomendação da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e anunciou que já suspendeu a venda dos cadernos de exercícios que geraram polémica por causa da alegada discriminação de género.

Segundo o Observador, a Porto Editora diz que já suspendeu a venda dos cadernos de atividades em causa e que “vai transmitir às livrarias e demais pontos de venda essa indicação”.

Num comunicado, citado pelo jornal online, a editora explica que seguiu a recomendação da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género de trabalhar com as autoras do dois livros para rever os exercícios e que vai sugerir “o agendamento de uma reunião de trabalho com a brevidade possível”.

Além disso, a editora reafirma que “as edições em causa não foram trabalhadas sob qualquer perspetiva discriminatória ou preconceituosa, a qual é absolutamente contrária aos valores que norteiam a sua atividade editorial desde sempre”.

Esta decisão surge depois de a CIG ter recomendado a retirada do mercado dos Blocos de Atividades que distinguem entre meninos e meninas, por orientação do ministro-adjunto, alegando que podem promover a diferenciação do papel de género.

“A CIG, por orientação do ministro-adjunto, recomendou à Porto Editora que retire estas duas publicações dos pontos de venda (…), no sentido de eliminar as mensagens que possam ser promotoras de uma diferenciação e desvalorização do papel das raparigas no espaço público e dos rapazes no espaço privado”, lê-se num comunicado enviado pelo gabinete de Eduardo Cabrita.

A polémica com os dois blocos de exercícios, um para meninas, cor-de-rosa, e outro para meninos, azul, dos quatro aos seis anos, começou esta terça-feira nas redes sociais, tendo já a editora negado, na sua página do Facebook, as acusações de discriminação de género e preconceito.

[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]