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O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas

O presidente centrista manifestou-se hoje disponível para deixar de ser o número dois do Governo num executivo que integrasse PSD, PS e CDS, e argumentou que há um “risco democrático” de que governe quem perdeu as eleições.

“Se eu tivesse de deixar de ser o número dois nesse governo, deixaria”, afirmou Paulo Portas, considerando que é “no perímetro” dos partidos que respeitam a União Europeia, o euro e a Aliança Atlântica que devem ser encontrados compromissos, excluindo PCP e BE.

“Isto não é uma questão de lugares, é uma questão de governabilidade. Numa coligação PS-PSD-CDS é claro que eu não estaria na posição de número dois do Governo”, afirmou Portas.

Em entrevista à TVI, o vice-primeiro-ministro acusou o secretário-geral do PS, António Costa, de falta de humildade e alegou existir “um risco democrático” de que governe quem não ganhou as eleições.

“Colocou o seu lugar à disposição? Não. Fez uma contraproposta à coligação? Não fez. Aceitou uma coligação a três?”, perguntou o líder centrista, que sublinhou que “quem ganhou as eleições deve ter mandato para governar e formar Governo”.

“O povo português, seja de esquerda ou direita ou abstencionista, uma coisa compreende: não faz sentido que quem ganhou as eleições vá para a oposição e que quem perdeu vá para Governo”, realçou Portas.

ZAP / Lusa