Florida Turnpike / Flickr

As portagens físicas nas autoestradas podem ter os dias contados. A tecnológica portuguesa A-to-Be, que fornece a tecnologia da Via Verde, está a trabalhar num método que utiliza o GPS.

De acordo com o semanário Expresso, bastará ter um identificador idêntico ao que hoje já usamos na Via Verde. A diferença: em vez de enviar o o sinal do nosso número de cliente para um pórtico, comunica diretamente com um satélite e as portagens passam a ser pagas pelo sistema de geolocalização.

“Os carros ou camiões usam na mesma um identificador mas ligado ao GPS, que emite dados para as SIBS (Sociedade Interbancária de Serviços) de cada país quando passam no local da portagem desmaterializada. Basicamente é mais uma ajuda à fluidez do tráfego e o que os nossos clientes nos pedem é precisamente isso: poupança de tempo para os utilizadores finais, conforto e conveniência”, sublinhou Eduardo Ramos, presidente executivo da A-to-Be, em declarações ao Expresso.

A A-to-B já está a fazer a experiência numa autoestrada norte-americana, mas planeia expandir esta solução a mais locais, em especial na Europa.

A tecnológica portuguesa nasceu há dois anos a partir da Brisa Inovação e Tecnologia. Eduardo Ramos explicou que a empresa foi evoluindo no processo de crescimento focada na internacionalização. Aliás, atualmente 55% a 60%

das receitas vêm do estrangeiro.

Por outro lado, Eduardo Ramos está convicto de que, no que respeita à desmaterialização da bilhética e agilização dos sistemas de mobilidade, daqui a uns anos “isto vai acabar por entrar no nosso corpo. Em vez do tradicional bilhete para andar de transporte público, poderá servir, por exemplo, uma leitura da nossa retina”.

Aliás, está em marcha uma experiência com os comboios da Fertagus em que a exibição de uma aplicação no telemóvel substitui o bilhete ou o passe. Porém, segundo o Expresso, no futuro, nem será preciso tirar o telemóvel do bolso.

A A-to-Be tem cerca de 40 concorrentes a nível mundial e movimenta-se num mercado de um bilião de dólares. No entanto, tudo pode mudar com a democratização da condução autónoma e da vulgarização do conceito de cidade inteligente.

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