Ricardo Castelo / Lusa
Paulo Morais na apresentação da sua candidatura à Presidência da República
Um dos reflexos mais evidentes da corrupção em Portugal é a Ponte Vasco da Gama, de acordo com o candidato à Presidência da República Paulo Morais.
Uma ideia que defendeu durante uma palestra em Palmela intitulada “A Corrupção na Origem da Crise”, conforme declarações divulgadas pelo jornal Setúbal Na Rede.
Durante a sua intervenção, Paulo Morais frisou que a Ponte Vasco da Gama “é um exemplo de como a corrupção se torna sistémica em Portugal” e um caso que o “choca particularmente”.
O candidato presidencial referiu, de acordo com o jornal, que a Ponte Vasco da Gama custou “870 milhões de euros, dos quais os privados pagaram 200 milhões de euros, 300 milhões vieram a fundo perdido da União Europeia, outros 300 milhões de um empréstimo do Banco Europeu de Investimentos e o restante das portagens da Ponte 25 de Abril”.
“Os senhores que fizeram esta ponte conseguiram, com apenas 200 milhões de euros, ser donos, por uma geração, das portagens da Ponte Vasco da Gama e da Ponte 25 de Abril”, disse ainda Paulo Morais, conforme cita a mesma publicação.
O candidato à Presidência da República também nota que “há um relatório do Tribunal de Contas que diz que, em trabalhos a mais, indemnizações, compensações e acordos para a reposição do equilíbrio financeiro, o Estado já tinha pago ao concessionário 900 milhões de euros”.
“O Estado português, que não tinha dinheiro para fazer a ponte, afinal já tinha dinheiro para indemnizar os privados em duas vezes o preço da referida ponte”, constata assim Paulo Morais, concluindo que, “não por acaso, hoje os gestores da Lusoponte são as pessoas que, na altura, trabalhavam no Governo”.
Para Paulo Morais é evidente ainda que “foi a corrupção que nos trouxe à crise da dívida pública” e que, “a nível autárquico”, “nos trouxe à crise da dívida privada”. Daí que defenda que “O combate à corrupção deve ser o nosso maior combate”.
ZAP
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