Durante os próximos dois anos, vão ser gastos cerca de 18 milhões de euros em obras de manutenção da Ponte 25 de Abril, que se vão realizar ao fim de semana e durante a noite. A ponte apresenta graves riscos da travessia sobre o Tejo, segundo um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
De acordo com uma reportagem da Visão, que cita um relatório secreto do LNEC – o Laboratório Nacional de Engenharia Civil -, a Ponte 25 de Abril, todos os dias usada por milhares de pessoas, já que liga a margem de Almada à de Lisboa, apresenta graves riscos da travessia sobre o Tejo. No documento, também não é afastado o risco de colapso.
A revista escreve que, imediatamente a seguir a tomar conhecimento desta reportagem, que põe a descoberto as fragilidades da Ponte, o Governo, através da Infraestruturas de Portugal (IP), anunciou que “vai lançar, no decorrer deste mês, uma empreitada de trabalhos de reparação e conservação da Ponte 25 de Abril com um preço base de 18 milhões de euros e prazo de execução de dois anos”.
Está previsto que as intervenções da IP incidam sobre elementos metálicos da parte suspensa da ponte e elementos de betão armado pré-esforçado do viaduto de acesso norte.
“Genericamente, trata-se da execução de trabalhos de construção metálica, soldadura, reposição localizada da proteção anti-corrosiva, substituição de elementos não estruturais, limpeza, tratamento e pintura pontual de superfícies de betão”, detalha a IP em comunicado citado pelo Diário de Notícias.
O comunicado acrescenta ainda que “à semelhança das intervenções de manutenção anteriores realizadas na Ponte 25 de Abril, e de modo a minimizar eventuais impactos na normal circulação rodoviária e ferroviária, os trabalhos serão executados em períodos de menor fluxo de tráfego
, nomeadamente em período noturno e em dias não úteis”.O projeto de execução de suporte a esta empreitada contempla as soluções técnicas de reparação definidas pela empresa projetista americana Parsons e pela empresa projetista portuguesa TalProjecto, cujo desenvolvimento foi acompanhado e validado ao longo das suas diversas fases pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
“De referir que a Parsons é a empresa projetista que detém os direitos de autor do projeto de construção da Ponte que data da década de 60, e que é simultaneamente a autora do projeto de instalação do caminho-de-ferro, alargamento do tabuleiro rodoviário e de beneficiação geral da Ponte 25 de Abril, concretizada na década de 90″, refere a Infraestruturas de Portugal.
A Talprojecto é uma empresa projetista portuguesa na área das estruturas metálicas.
CDS chama ao Parlamento Ministro das Infraestruturas e LNEC “com urgência”
De acordo com a Visão, o CDS vai chamar “com caráter de urgência” ao Parlamento o ministro do Planeamento, Pedro Marques, e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
Há seis meses, o Ministério das Infraestruturas já tinha pedido às Finanças autorização para avançar com as obras, mas o gabinete de Mário Centeno só agora disponibilizou a verba.
Hélder Amaral, deputado do CDS, defende “tolerância zero” para situações nas quais “está em causa uma infraestrutura como a Ponte 25 de Abril”.
“Queremos que o LNEC explique quais os problemas encontrados e nos apresente os relatórios”, explica. Os primeiros avisos foram dados há cerca de dois anos pela Infraestruturas de Portugal e os centristas querem que o Executivo explique a razão para ter “ignorado” os primeiros sinais de alarme.
“O CDS quer ouvir o ministro Pedro Marques para entender a razão da demora na resposta: houve ou não houve aqui falha do Governo?“.
Fora da mesa não está a opção de chamar Mário Centeno. “Através das cativações, o ministro das Finanças está a levar o país para o colapso: temos de averiguar se neste caso a política de cativações voltou a vigorar”, afirma ainda Hélder Amaral.
[sc name=”assina” by=”ZAP”]
Chegamos à triste conclusão que este país está nas mãos de uns criminosos e outros imbecis.