Antigo vice-chefe do Estado-Maior do Exército considera que o ministro da Defesa devia pedir a demissão uma vez que “não está à altura do cargo que desempenha”.
“Demita-se, senhor ministro. Já não merece respeito, vá-se embora”. Foi este um dos muitos comentários deixados por António Campos Gil, antigo vice-chefe do Estado-Maior do Exército, em entrevista à Renascença.
A polémica instaurada pela alegada discriminação de alunos homossexuais no Colégio Militar soma e segue, com o ministro da Defesa Azeredo Lopes a tornar-se cada vez mais o principal alvo da revolta dos militares.
O general, atualmente na reserva, considera que o governante não lidou da melhor forma com o episódio provocado pela reportagem do Observador, perdendo assim a confiança de todos os militares.
“O que é que foi dito ou feito, ou que ato houve de reprovável que tenha provocado ou tenha merecido este espalhafato? Nenhum, no meu entender”, declara.
“O senhor ministro não sabe o que é a ética e a liderança, não faz a mínima ideia do que estes conceitos significam e implicam. Deu sinais de incapacidade de gerir a dificuldade. Submeteu-se a uma pressão, e portanto não está à altura do cargo que desempenha”, continua.
Ainda questionado se o ministro da Defesa conhece os fundamentos das Forças Armadas, a resposta do experiente militar foi clara.
“Não tem conhecimento nenhum. (…) O senhor ministro devia pôr os olhos no senhor general chefe, que foi o único digno deste processo absoluto. (…) Já devia estar demissionário. É que quando ele perdeu a confiança no general-chefe e fez o que fez, ele já não tem a confiança de nenhum militar”, acusa.
Quanto à eventual discriminação de alunos homossexuais no estabelecimento de ensino tutelado pelo Exército, António Campos Gil nega essa possibilidade.
“Não existe discriminação. Não só não existe no Colégio Militar, como naturalmente não existe nos pupilos do Exército, como naturalmente não existe nas Forças Armadas em geral. Porque o problema aqui que se trata, não foi colocado nesse domínio. A resposta do senhor tenente-coronel, que eu ouvi, não se coloca nesse domínio”.
O general considera que as declarações do sub-diretor “não foram graves”, aliás, “quanto muito podem ter sido sinceras, espontâneas, transmitindo aquilo que é uma realidade de atuação”.
Sobre o novo chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, o general considera que “é um homem de grande valor” e que “foi uma boa escolha”.
ZAP
Epá estes militares que se resignem à sua insignificância!
É que mais de 90% não está cá a fazer nada, é só mesmo para sugarem dinheiros dos contribuintes!
É só tachos... e ainda falam dos políticos! Muitos são bem piores...