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A direção do Podemos, um dos partidos que apoiam o Presidente Nicolás Maduro, solicitou esta quinta-feira ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que ilegalize o partido democrata cristão Copei, por subscrever a iniciativa da oposição “documento pela transição”.

“Nós pedimos ao CNE que inabilite o Copei de participar nas próximas ou quaisquer outras eleições, porque estamos convencidos que um partido que aposta no golpe e na subversão do Estado de Direito no nosso país, não pode ser parte da vida democrática”, disse o secretário-geral do Podemos.

Argimiro Aponte falava aos jornalistas à saída do CNE onde, segundo explicou, entregou um documento solicitando a ilegalização da força política da oposição por assinar um acordo nacional para a transição, que, no seu entender, procura destituir o Presidente Nicolás Maduro.

Na segunda-feira, o presidente de Copei, Roberto Enríquez, anunciou que aquela organização assinaria o “Documento de Transição, em defesa da Constituição”, iniciativa dos opositores António Ledezma, preso desde quinta-feira passada sob a acusação de conspiração, da ex-deputada Maria Corina Machado e outro líder da oposição, Leopoldo López

, que se encontra detido há um ano numa cadeia militar.

“Queremos anunciar ao país que os membros da direção política nacional do Copei, num ato de rebeldia cívica e de defesa da Constituição, vão subscrever o Documento de Transição (…) e iniciaremos uma operação nacional de recolha de assinaturas de apoio à iniciativa”, disse.

Roberto Enríquez acrescentou que seria um “ato de cobardia imperdoável” ficar em silêncio e, dirigindo-se aos venezuelanos, apelou a que exerçam os seus direitos e obriguem à realização de eleições parlamentares.

No passado dia 12, os três dirigentes da oposição, Maria Corina Machado, António Ledezma e Leopoldo López, apelaram ao povo da Venezuela para que apoiem um Acordo Nacional para a Transição pacífica no país.

“A Venezuela será o que os venezuelanos façam dela, através da mudança de rumo que nós mesmos decidamos. Esse rumo estará assegurado pelos consensos e compromissos do Acordo Nacional para a Transição”, explicaram, num comunicado conjunto.

Uma semana depois agentes dos Serviços Secretos venezuelanos detiveram António Ledezma.

/Lusa