João Carvalho / wikimedia

Edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos, CGD

A Polícia Judiciária (PJ) está a passar a pente fino os empréstimos problemáticos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) durante os anos de 2000 a 2015.

O Jornal Económico apurou que o MP “delegou competências na PJ para a investigação criminal à CGD“, um dado confirmado ao diário por fonte da Procuradoria Geral da República (PGR).

A PGR já tinha anunciado a abertura de um inquérito à CGD, sem revelar mais detalhes sobre o processo.

As investigações estarão centradas no empréstimos concedidos pelo banco público desde 2000 até 2015, mas com especial foco no período em que José Sócrates foi primeiro-ministro, ou seja, entre 2005 e 2010.

Em causa estão suspeitas de gestão danosa na concessão de créditos sem garantias suficientes e que deixaram a CGD com 2,3 mil milhões de euros em risco

de nunca serem cobrados.

Um destes casos, onde a CGD pode perder 900 milhões de euros, envolve a empresa espanhola La Seda, processo em que o banco público terá recebido “orientações políticas” para dar aval ao financiamento.

Outro dos empréstimos analisados envolve o empreendimento turístico de Vale do Lobo, processo que levou à constituição de Armando Vara, ex-presidente da CGD, como arguido na “Operação Marquês”. Sócrates é também suspeito, neste processo, por ter alegadamente favorecido o “resort” com decisões políticas.

ZAP