Miguel A. Lopes / Lusa

Pelo menos 30 pessoas morreram no interior dos carros no IC8 durante o incêndio em Pedrógão Grande

A Polícia Judiciária encontrou indícios de negligência nas mortes de Pedrógão Grande. Os investigadores já ouviram quase uma centena de testemunhas que confirmaram a existência de falhas no combate ao fogo.

Segundo o Correio da Manhã, centenas de testemunhas já ouvidas pelos investigadores foram confirmando uma sucessão de falhas que levou à morte de 64 pessoas no incêndio de junho.

O jornal esclarece que as falhas vão desde a os meios de socorro até à Proteção civil, passando por elementos da GNR que mandaram pessoas para aquela que ficou conhecida como a “estrada da morte“. Além disso, relembram as testemunhas, a Ascendi também não está isenta de culpas, uma vez que não houve limpeza das bermas junto às autoestradas.

O processo deverá estar concluído ainda este ano, com as autoridades acima mencionadas a serem constituídas arguidas já em outubro

.

A conclusão do processo depende, além do mais, das perícias técnicas que foram feitas no local, mas o inquérito, que está sob o acompanhamento do Ministério Público de Coimbra, encontra-se numa fase avançada.

Relativamente às causas do fogo, a Judiciária deverá manter que não houve mão criminosa. A queda de um raio numa árvore, que terá propagado as chamas, é a hipótese que continua a ser avançada pelos técnicos que realizaram as perícias.

A Polícia Judiciária e o Ministério Público deverão avançar com acusações de homicídio por negligência.

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