Passados cinco anos, mesmo após incessantes investigações, o desaparecimento do Boeing 777 da Malásia continua um mistério – o que abriu portas à imaginação e alimentou as mais diversas teorias de conspiração.

O especialista em aviação Larry Vance escreveu no seu livro “MH370: Mistério resolvido” que o capitão do voo MH370 da companhia aérea Malaysia Airlines terá ordenado fosse bombeado combustível adicional para os tanques da Boeing antes da descolagem.

O combustível permitiria ao piloto da aeronave, capitão Zaharie Shah, voar durante mais duas horas, possibilitando que o Boeing alcançasse lugares distantes do oceano Índico, onde poderia sofrer um acidente sem qualquer possibilidade de ser encontrado. Vance acredita que o pedido de combustível adicional apoia a teoria de que o piloto despenhou o avião intencionalmente.

O especialista explicou que a prática de bombear combustível extra é, por vezes, utilizada na aviação se a tripulação espera atrasos ao longo do caminho para permitir que o avião permaneça no ar o tempo necessário e que aterre com segurança.

Apesar das vantagens de ter combustível extra, o método não é usado com frequência, uma vez que aumenta o peso do avião e, consequentemente, consumo de combustível e os custos de voo em geral.

O desaparecimento do voo MH370 aconteceu no dia 8 de março de 2014, enquanto voava de Kuala Lumpur para Pequim com 239 passageiros a bordo.

Em 2015, um fragmento da asa do avião foi descoberto a leste de Madagáscar, na ilha francesa de Reunião, e confirmado como proveniente do Boeing 777.

Enquanto que, em julho de 2018, investigadores malaios emitiram um longo relatório, dizendo que o Boeing terá sido provavelmente desviado da rota de propósito

, mas não conseguiram encontrar o responsável.

Em maio do ano passado, o programa australiano 60 minutos reuniu um painel de especialistas que acredita ter desfeito o mistério do desaparecimento do Boeing 777 da Malaysia Airlines.

Os especialistas revelaram que a tese mais plausível seria a de que o piloto do voo MH370, Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos terá sido o responsável pelo desaparecimento da aeronave que culminou na morte de todas as 238 pessoas que seguiam viagem ali, num ato “planeado, deliberado”.

A teoria a que estes especialistas chegaram agora aponta então para o suicídio do piloto, antecedido por um ato premeditado de homicídio em massa. Para isso, Zaharie terá provocado a despressurização da cabine, deixando todos os ocupantes inconscientes, à exceção do próprio piloto que usaria uma máscara de oxigénio. De acordo com a teoria, o piloto desligou o sistema de comunicação deliberadamente.

Buscas subaquáticas e de superfícies na parte sul do oceano Índico foram realizadas durante três anos pela Malásia, China e Austrália. Foram gastos mais de 125 milhões de euros.

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