André Kosters / Lusa

No interrogatório do Tribunal de Almada, que decorreu no dia seguinte ao acidente na praia de São João da Caparica, o piloto da aeronave ilibou o aluno que o acompanhava. Foram ambos indiciados pelo crime de homicídio por negligência.

O piloto da aeronave que na quarta-feira à tarde foi obrigado a aterrar de emergência na praia de São João da Caparica, matando um homem e uma criança, afirmou à procuradora, durante o interrogatório no Tribunal de Almada, que seguiu à risca o manual de procedimentos em aterragens de emergência, segundo o Expresso

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O piloto garantiu em Tribunal que amarar não era solução já que o aparelho partir-se-ia e o impacto seria violento. Declarou ainda que as consequências da aterragem de emergência eram impossíveis de prever.

No interrogatório, que decorreu na tarde seguinte ao acidente, o piloto acrescentou que mal o motor falhou foi ele quem assumiu o controlo da aeronave, ilibando o aluno que o acompanhava.

O piloto e o tripulante tiveram a medida de coação menos gravosa, termo de identidade e residência, ficando por isso em liberdade. Foram indiciados pelo crime de homicídio por negligência.

As duas vítimas mortais são uma criança de 8 anos e um sargento da Força Aérea de 56 anos, na reserva desde 2013.

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