André Kosters / Lusa

Sete pessoas, entre as quais o piloto, estão a ser acusadas pelo Ministério Público no âmbito da queda da avioneta que vitimou dois banhistas na praia de São João da Caparica, a 2 de agosto de 2017.

A avioneta sobrevoava a praia de São João da Caparica, no dia 2 de agosto de 2017, quando teve uma falha no motor e fez uma aterragem de emergência no areal. A queda da aeronave matou duas pessoas: um homem de 56 anos e uma criança de oito anos.

Agora, o Ministério Público de Almada está a acusar sete pessoas. Vão ser ouvidos o piloto instrutor da avioneta, Carlos Conde D’Almeida; três funcionários da Autoridade Nacional da Aviação Civil, entre eles o presidente, Luís Silva Ribeiro

; e outros três funcionários da escola de aviação Aerocondor.

A notícia avançada esta segunda-feira pelo Correio da Manhã dá conta que o piloto da aeronave será acusado de duplo homicídio por negligência. Além disso, irá também responder pelo crime de condução perigosa de meio de transporte aéreo. O jornal Observador contactou o piloto, que ainda não tinha sido notificado e não sabia da acusação.

“Sou piloto desde 1980 e sou instrutor há 30 anos. Aquilo que eu fiz, foi exatamente aquilo que me ensinaram quando eu andava a aprender”, disse o piloto, um mês depois do acidente. O caso gerou bastante polémica, com a opinião pública a criticar o piloto por não ter optado por amarar, em vez de aterrar na praia. Os dois tripulantes da aeronave saíram ilesos da queda.

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