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A entrega do IRS, através do sistema informático da Autoridade Tributária, está a revelar-se complicada, nas primeiras horas desde o início do prazo para a declaração de rendimentos de 2017 dos contribuintes portugueses. E as falhas informáticas podem prolongar-se até meio de Abril.

Estão em causa “falhas intermitentes” que resultam do “acesso massivo ao portal” das Finanças e que têm deixado o serviço “em baixo” durante alguns momentos, conforme assume uma fonte do Ministério das Finanças ao Observador.

Desde o arranque do prazo de entrega do IRS, no dia 1 de Abril, já mais de 260 mil contribuintes entregaram as suas declarações, segundo dados avançados pela Lusa. Esta pressa em entregar o IRS estará a interferir com o sistema informático, segundo a versão do Governo.

“É sempre normal que, havendo picos de procura o sistema possa falhar“, referiu o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, em conferência de imprensa.

“É normal que isso aconteça e o que temos de garantir é que ao longo dos 60 dias os contribuintes possam cumprir as suas obrigações sem nenhum transtorno de maior”, acrescentou o governante.

Mas a bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados, Paula Franco, salienta no Jornal Económico que podem estar em causa “problemas estruturantes” que são típicos das aplicações informáticas nos primeiros dias de implementação.

Assim, perante possíveis bugs” no sistema das Finanças, a bastonária refere que “os contabilistas certificados, de forma diligente e profissional, por vezes, aconselham que os contribuintes esperem 1 a 2 semanas para entregarem o IRS”.

Desta forma, Paula Franco nota que é provável que a aplicação das Finanças só esteja estabilizada e a funcionar de forma mais aperfeiçoada pelo dia 15 de Abril.

A data para entrega do IRS prolonga-se de 1 de Abril até 31 de Maio, para todas as categorias de rendimentos (pensionistas, de trabalho, recibos verdes ou outros).

[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa”]