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Zeinal Bava, ex-presidente da PT e da Oi
A Pharol deu entrada esta segunda-feira com um novo processo contra Zeinal Bava, o ex-administrador da PT SGPS.
De acordo com um comunicado enviado à CMVM, a antiga PT SGPS, hoje liderada por Luís Palha da Silva, fez entrar uma “ação de responsabilidade” no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa contra os ex-presidentes Zeinal Bava e Henrique Granadeiro e o ex-administrador financeiro, Luís Pacheco de Melo.
É o terceiro processo colocado pela Pharol em torno das aplicações financeiras feitas no Grupo Espírito Santo (GES), nomeadamente os 897 milhões de euros aplicados na Rioforte, e se segue ao colocado em outubro a Henrique Granadeiro, Pacheco Melo e Amílcar Morais Pires (ex-administrador do BES) e ao avançado em janeiro à antiga auditora da PT, a Deloitte.
A empresa alega que os prejuízos ascendem a 54,9 milhões de euros
“em virtude de os montantes investidos, ao longo do tempo, não terem sido aplicados no normal desenvolvimento do objeto social da Pharol”.A companhia acusa Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Luís Pacheco de Melo de “violação dos respetivos deveres legais e contratuais, nomeadamente, o dever de submeter a aprovação prévia, pelo conselho de administração, da realização de aplicações em instrumentos de dívida emitidos por sociedades integrantes do Grupo Espírito Santo, bem como o dever de implementar um sistema de controlo interno adequado à existência de aplicações com tal natureza”.
A Pharol já tinha avançado com processos contra Henrique Granadeiro e Luís Pacheco de Melo, e agora estende-os também a Zeinal Bava, que em abril de 2014, quando foi renovado o investimento da PT na Rioforte, já liderava a Oi mas mantinha-se como presidente da PT Portugal.
A empresa não descarta vir a responsabilizar outros administradores eleitos para o triénio 2012/2014 ou terceiros que, de alguma forma, tenham tido responsabilidades por danos causados na sequência de investimentos feitos no GES.
ZAP