Paulo Cunha / Lusa
Incêndio em Pedrógão Grande
A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou esta terça-feira, em comunicado, que se registaram “até ao momento” 64 vítimas mortais nos incêndios de Pedrógão Grande, tendo divulgado a respetiva lista.
“Confirma-se, pois, a existência, até ao momento, de 64 vítimas mortais, cuja identidade se considera poder, agora, ser publicitada com segurança e sem perturbação da investigação”, afirma a PGR, no comunicado.
Segundo a RTP, o Ministério Público inquiriu a testemunha que tem vindo a alegar publicamente ter confirmado 73 vítimas mortais, entre as quais 9 não sinalizadas pelas autoridades, e refere ter encontrado “diversas imprecisões”, excluídas as quais houve “coincidência entre os nomes das vítimas mortais já identificadas no inquérito e os constantes da lista publicitada pela testemunha”.
“Da análise dos elementos recolhidos apurou-se haver diversas imprecisões quanto à identificação das pessoas indicadas na referida lista, bem como repetição de nomes em, pelo menos, 6 situações”, pode ler-se no comunicado da Procuradoria-Geral da República.
A divulgação dos nomes das vítimas dos incêndios surge depois de vários pedidos da oposição e de o primeiro-ministro ter remetido para o Ministério Público a eventual publicação destes nomes.
Segundo o Ministério da Justiça, na sequência do incêndio de Pedrógão, as equipas responsáveis pela Avaliação de Vítimas Mortais, compostas por elementos da GNR, Polícia Judiciária e médicos, “fizeram a identificação nos locais e, por ordem do Ministério Público, procederam à remoção dos corpos”.
Das 64 vítimas apuradas pelo Ministério Público, 61 foram encontradas na noite de 18 de junho e madrugada de dia 19. Na manhã de dia 20, foram referenciados pela GNR à Polícia Judiciária e ao Instituto de Medicina Legal mais 2 vítimas.
A estas 63 vítimas mortais veio posteriormente juntar-se um bombeiro da corporação de Castanheira de Pêra, falecido já no hospital, para onde tinha sido transportado na sequência dos graves ferimentos sofridos no combate ao incêndio.
Da lista de vítimas continua de fora Alzira Carvalho, atropelada por uma viatura, que tem sido considerada a 65ª vítima da tragédia, e acerca da qual o Ministério Público anunciou esta segunda-feira a abertura de um inquérito.
A mulher terá sido atropelada por um carro onde seguiam pessoas também em fuga das chamas. “Fugiu para ir ter com as vizinhas. Levava uma lanterna, o telemóvel e o dinheiro que tinha em casa e foi encontrada na estrada, com a cabeça e o braço partidos“, contou a filha de Alzira Costa, cuja casa acabou por não arder.
Os nomes das 64 vítimas oficiais
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Pronto... já estragaram a "festa" a certos "indivíduos" muito preocupados com as populações afectadas!...