CMTV
A Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito relacionado com as declarações polémicas de um taxista que, por ocasião dos protestos que paralisaram Lisboa, afirmou em direto que “as leis são como as meninas virgens, são para ser violadas”.
O dia 10 de outubro, marcado por protestos por parte de taxistas contra a decisão do Governo de regular a atividade das plataformas de transporte de passageiros como a Uber e a Cabify, ficou igualmente marcado pela frase polémica do taxista Jorge Máximo, em direto na CMTV.
A afirmação “as leis são como as meninas virgens, são para ser violadas” levou a que muitas vozes se insurgissem contra o taxista, incluindo uma queixa apresentada pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) ao Ministério Público, por considerar que a afirmação configura a prática de crimes.
A Procuradoria-Geral da República confirma agora a abertura de um inquérito que teve origem nessa participação da CIG, encontrando-se o caso em investigação no Ministério Público do DIAP de Lisboa.
A CIG defende que “estas declarações são reveladoras de um menosprezo relativamente à dignidade, liberdade e autodeterminação sexual das mulheres e meninas, bem como à sua integridade física e moral”.
O taxista chegou a pedir desculpa, explicando que, na verdade, queria afirmar exatamente o contrário: as “leis são como as meninas virgens, não devem ser violadas”.
ZAP
Vai siga, toca de espetar com um processo, toca de gastar recursos, ocupar tribunais e etc por causa de uma palermice. Sim, o tipo é bronco. Sim as declarações foram uma revelação da personalidade, mas daí a meter-se agora processos por tudo e por nada, por amor de Deus, há gente neste país muito desocupada. Estes tipos da CIG devem ser também os que processam por se dizer que um preto é preto e um cigano é cigano... Por crimes reais e graves perpetrados, nada acontece, é vê-los serem postos em liberdade dia após dia, mas para palavras, cai o carmo e a trindade. Parabéns Portugal.