O militar de 21 anos desertou em janeiro do ano passado para combater o grupo terrorista ao lado das milícias curdas. Morreu esta semana e agora uma petição online pede que seja condecorado.

Uma petição online pede que Mário Nunes, o português que foi para a Síria lutar contra o Estado Islâmico, seja condecorado com o título da Ordem da Liberdade.

O ex-militar da Força Aérea, que desertou em janeiro do ano passado para se juntar às milícias curdas, morreu esta semana, depois de ter sido capturado e executado pelo grupo terrorista.

A notícia chegou aos seus familiares por parte de elementos das chamadas Unidades de Proteção Popular (Yekineyen Parastina Gel ou YPG).

Na petição, já assinada por quase 800 pessoas, destaca-se o facto de o jovem de 21 anos ter tomado a “iniciativa de dizer basta” e de ser “merecedor do reconhecimento e do louvor nacional”.

Numa entrevista à revista Sábado, Mário Nunes afirmou que “preferia morrer a não fazer nada”.

“Senti que podia fazer a minha parte sendo o primeiro português a combater na Síria e fazer com que outros portugueses se preocupassem ao verem um deles a combater pelo lado certo e não pelo Estado Islâmico”.

“Estou disposto a pegar numa arma para contribuir para um mundo melhor. Todas as pessoas escolhem como podem ajudar: com dinheiro, com voluntariado, a curar pessoas. Mas há aqueles que dão o sangue e se batem frente a frente com pessoas más”, disse na altura.

Os familiares estão agora a tentar localizar o corpo do filho para o poderem sepultar em Portugal.

ZAP