Cristina Ferreira lançou este sábado (28) uma petição contra o ódio e a agressão na internet que já conta com mais de 37 mil assinaturas. O objetivo é levar este tema à Assembleia da República.

Cristina Ferreira iniciou um movimento de combate ao cyberbullying. No sábado (28), numa entrevista ao Jornal das 8 a propósito do lançamento do seu novo livro Pra Cima de Puta, a diretora de Entretenimento e Ficção da TVI anunciou a criação de uma petição pública para levar o tema à Assembleia da República.

Em menos de 48 horas, o documento já conta com 37 mil assinaturas, ou seja, mais 29 mil do que as necessárias para que a petição seja levada ao plenário.

Em entrevista, a apresentadora falou sobre a publicação que resultou dos vários ataques de que foi alvo nas redes sociais. “São uma tentativa clara de destruir, destruir a minha moral, destruir quem eu sou, pessoalmente”, disse. A apresentadora entende que é alvo de críticas porque “Portugal não suporta a evidência do sucesso“, citando Valter Hugo Mãe, que escreveu o prefácio do livro. “As pessoas culpam-nos porque nos corre bem, porque trabalhámos para isso, porque atingimos este patamar”, afirmou.

No texto da petição percebe-se o objetivo de Cristina Ferreira em criar um debate público sobre o cyberbullying: “Sem formas de regulação, sem o exercício da regulação, julgamentos sumários e agressões gratuitas continuarão a multiplicar-se impunemente na internet. Esta maledicência de extrema violência – este tipo de crime! – não pode continuar. Esta imensa maldade não pode subsistir e servir de escola às nossas crianças.O cyberbullying tortura milhares de crianças, que crescem com problemas sérios e chegam até a suicidar-se. Permito-me temer que continuarmos a ignorar este estado de coisas acarretará consequências devastadoras, irreversíveis – será matar a cidadania e a democracia”.

Através de um story publicado nas suas redes sociais, fez notar que são várias as vozes que já passaram por esta situação. “Recebi milhares de mensagens a reportar histórias pessoais de agressão e ofensa. Todos relatam os episódios como traumáticos e causadores de baixa autoestima. Estamos a falar de milhares de anónimos que se sentem representados na voz que chegará à Assembleia. Por todos. Alguma coisa há-de mudar“.

Petição será avaliada em 2021

A petição será levada a plenário, mas só em 2021. Tendo sido assinada por um mínimo de 1 000 cidadãos é, obrigatoriamente, publicada no Diário da Assembleia da República e os peticionários são ouvidos em audição na comissão.

Se for subscrita por mais de 4 000 cidadãos, então é apreciada em Plenário da Assembleia.

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