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O secretário da Defesa norte-americano, Jim Mattis

Esta estratégia apresentada na sexta-feira pelo Pentágono vai acabar definitivamente com a política de redução de armamento nuclear imposta por Barack Obama aquando da sua presidência.

Das linhas orientadoras da nova política nuclear do Pentágono faz parte a criação de duas novas armas nucleares. A proposta apresentada esta sexta-feira representa o fim da tendência de redução de armamento que prevaleceu durante a presidência de Obama

Jim Mattis, secretário da Defesa americana, descreveu a primeira atualização da política para as armas nucleares realizada desde 2010 como um reflexo da necessidade de “olhar de frente a realidade” e “ver o mundo como ele é e não como gostaríamos que fosse”, segundo o Washington Post.

Desde o primeiro minuto que Donald Trump considerou irrealista a política adotada pela anterior administração, referente ao que Barack Obama disse ser a “obrigação moral” dos EUA de encabeçar o processo mundial de desnuclearização.

“Durante a última década, enquanto os EUA encabeçaram estas reduções, cada um dos nosso potenciais adversários nucleares assumiram a estratégia oposta”, disse numa conferência de imprensa no Pentágono o secretário da Energia Dan Bouillete, defendo a medida adotada por Trump.

Posição semelhante foi assumida pelo general da Força Aérea Paul J. Selva, que afirmou à imprensa: “Ao longo dos últimos anos, a Rússia e a China têm vindo a construir novos tipos e géneros de armas nucleares, tanto sistemas de lançamento como ogivas. Nós não o temos feito, o que significa que os arsenais nucleares russos e chineses têm na realidade ficado melhor do que o nosso”.

Na nova proposta do Pentágono, inclui-se a criação de “armas nucleares de fraca energia” a serem colocadas em mísseis balísticos lançados a partir de submarinos.

Os críticos da proposta afirmam, entre outros argumentos, que a ideia de uma arma nuclear de “baixa potência” só faz aumentar a tentação de a utilizar.

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