O Pentágono realizou um exercício de treino na semana passada, no qual simulou uma guerra nuclear com a Rússia. Apesar de ser comum passar por conflitos simulados, é incomum divulgá-los. 

De acordo com a National Defense Magazine, este exercício terá sido importante, uma vez que até Mark Esper, secretário da Defesa dos Estados Unidos, participou. Embora as forças armadas dos Estados Unidos frequentemente realizem exercícios para praticar a mecânica da guerra nuclear e para simular crises, é incomum que altos funcionários do Pentágono descrevam os resultados publicamente e que o secretário de defesa participe.

“Eles [Rússia] atacaram-nos com uma ogiva nuclear de baixo rendimento e, no decorrer do exercício, simulamos uma resposta com uma arma nuclear“, disse um oficial, em declarações à revista, sob condição de anonimato.

O “ataque russo” foi contra um alvo da NATO na Europa. O oficial não disse que tipo de alvo os militares dos Estados Unidos simularam nos ataques em retaliação.

A revista contextualizou o exercício fazendo como parte dos esforços do governo de Donald Trump para modernizar o stock nuclear das forças armadas

e preparar-se para usá-lo. “O outro lado está a construir as suas armas nucleares, modernizando os seus stocks e, portanto, isto é apenas uma resposta sensata a isso”, disse o oficial.

Hoje, cerca de 4% do orçamento de Defesa vai para o arsenal nuclear, incluindo custos de operação e manutenção. Isto aumentará para cerca de 6,4% durante o pico do esforço de recapitalização no final desta década, onde permanecerá durante cerca de 10 anos. Depois disso, diminuirá para um “estado estacionário” de cerca de 3% do orçamento.

Para o ano fiscal de 2021, o presidente Donald Trump solicitou 28,9 mil milhões de dólares para a iniciativa nuclear, incluindo 12 mil milhões para modernização.

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