O Pentágono publicou esta quarta-feira as primeiras imagens da operação militar que causou a morte do líder do grupo terrorista Daesh, Abu Bakr Al-Baghdadi, cujo corpo foi sepultado no mar.
O Comando Central das Forças Armadas publicou vários vídeos com imagens da operação levada a cabo pelas forças especiais no último fim de semana e que culminou com a morte de Abu Bakr Al-Baghdadi. Em algumas das imagens aéreas era visível o complexo onde se encontrava o líder do Estado Islâmico (EI), no norte da Síria, e noutras viam-se explosões e pessoas a correr.
O vídeo foi publicado pela Fox News, que afirma que as imagens mostram “a rusga e a destruição do complexo do líder do Estado Islâmico na região norte da Síria”
Polat Can, um responsável das Forças Democráticas Sírias (FDS), publicou esta segunda-feira uma série de tweets com detalhes do trabalho que terá sido feito pelos curdos sírios e que levou a uma rusga dos Estados Unidos ao local onde o líder do Estado Islâmico se encontrava.
Novas informações libertadas esta terça-feira afirmam que os Estados Unidos contaram com a ajuda de um espião. Os curdos sírios terão conseguido, de acordo com o Observador, colocar um espião no círculo interno do líder do Estado Islâmico, que terá roubado uma peça de roupa interior de al-Baghdadi para permitir a sua identificação e, de seguida, encaminhou os Estados Unidos para o esconderijo.
O Comando Central do Estados Unidos confirmou que o líder do Daesh foi sepultado no mar após a sua morte aquando da invasão do complexo. O general Frank McKenzie disse esta quarta-feira aos jornalistas que Al-Baghdadi fez explodir um “colete suicida” e morreu antes de as tropas norte-americanas o capturarem.
McKenzie disse que a explosão provocada pelo líder do Estado Islâmico causou a morte de duas crianças e não três, como tinha sido anteriormente adiantando. As forças dos Estados Unidos invadiram o complexo no noroeste da Síria no sábado. Não houve vítimas dos Estados Unidos.
Responsáveis pelo combate ao terrorismo nos Estados Unidos já fizeram saber que se espera a emergência de um novo líder do Daesh e advertiu para a continuidade do combate ao grupo extremista. “A ideologia continua e isso é uma preocupação estratégica para nós”, disse Russell Travers, diretor interino do Centro Nacional de Contraterrorismo, numa audiência no Congresso sobre ameaças globais.
Abu Bakr al-Baghdadi era um dos homens mais procurados do mundo. Em outubro de 2011, os Estados Unidos designaram-no oficialmente como “terrorista” e ofereceram uma recompensa de 10 milhões de dólares, cerca de 9 milhões de euros, por informações que pudessem levar à sua captura.
Citado pela Associated Press, Travers afirmou que o assassinato de Al-Baghdadi foi um acontecimento “significativo”, mas lembra que o EI, que antes controlava uma grande parte do Iraque e da Síria, tem um vasto leque de figuras que poderão substituir Al-Baghdadi.
Na terça-feira, foi anunciado que já havia um novo líder dos Estado Islâmico: Abdullah Qardash, que era há muito o braço direito do ex-chefe da organização. No dia seguinte, os Estados Unidos anunciaram a morte do iraquiano Abdullah Qardash, não referindo, porém, nomes, data ou local em que terá ocorrido a morte.
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Até me admira o título da notícia não ser algo do género: "Trump mata acarinhado líder religioso pai de três crianças". Acreditam que a manchete do Washington era: 'Abu Bakr al-Baghdadi, um austero académico religioso, morre aos 48 anos"? Depois de fortes críticas mudaram o título.