Pela primeira vez na China, uma mulher, que morreu com cancro no pulmão, foi congelada por cientistas na tentativa de vir a ser ressuscitada no futuro.

Segundo o Mirror, a mulher em questão chama-se Zhan Wenlian e faleceu em maio passado com um cancro no pulmão, aos 49 anos de idade.

A chinesa encontra-se agora a “descansar” num tanque gigante com dois mil litros de nitrogénio líquido nas instalações do Yinfeng Biological Group, em Jinan.

O projeto conta ainda com a colaboração do Qilu Hospital Shandong University e da organização sem fins lucrativos norte-americana Alcor Life Extension Foundation.

O corpo foi doado pelo marido, Gui Junmin, que afirmou ao jornal britânico ser um desejo do casal dar o seu contributo à ciência. “Acredito em tecnologias novas e emergentes, por isso, acho que será completamente possível ressuscitá-la um dia”, contou ao Mirror.

Contudo, um dos responsáveis pelo projeto, Jia Chusheng, afirma que tanto “Zhan como a sua família estão cientes dos riscos e da possibilidade deste procedimento poder falhar”.

A técnica é conhecida como criogenia, onde o corpo (já sem vida) é congelado numa submersão de nitrogénio líquido, ficando assim até os cientistas descobrirem uma forma de ressuscitá-lo.

Gui também já demonstrou vontade em fazer parte de um projeto destes quando morrer. “Se a minha mulher acordar, poderá sentir-se sozinha. Quero fazer-lhe companhia“, diz.

Mais de 250 pessoas em todo o mundo estão congeladas e mais de duas mil (ainda vivas) estão na “lista de espera” para que o mesmo lhes aconteça. Cientistas estimam que, em pouco mais de 200 anos, a Humanidade já terá descoberto técnicas para trazê-las de volta.

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