Pela primeira vez em quase 30 anos, os caçadores de baleias do Japão regressaram das águas do Antártico sem capturas a bordo.

Este fim-de-semana os baleeiros japoneses regressaram vazios da sua campanha no Oceano Antártico, respeitando uma decisão judicial do Tribunal Internacional de Justiça, o principal órgão judiciário da ONU, que ordenou o fim da caçada anual à baleia, relata o Japan Times.

O Japão iniciou a caça à baleia em 1987, justificando-a com intuitos científicos, violando a moratória da caça à baleia instituída pela ONU em 1986.

Há um ano, em março de 2014, o Tribunal Internacional de Justiça, sediado no Palácio da Paz, em Haia, proibiu a caça à baleia, tendo na altura o Japão sido acusado de promover a caça comercial à baleia, a pretexto da investigação científica.

Em resposta a esta decisão judicial, os barcos japoneses foram este ano enviados ao Antárctico sem os seus arpões de caça.

Segundo a RT, as autoridades governamentais japonesas revelaram que os participantes na expedição, que durou três meses, recolheram amostras de pele de baleias e realizaram estudos científicos.

No entanto, o Japão fez já chegar ao Palácio da Paz um pedido para que nos próximos anos os seus baleeiros sejam autorizados a caçar por ano 333 baleias-anãs

, em vez das 900 que até agora pereciam anualmente às mãos dos pescadores nipónicos.

A baleia-anã, Balaenoptera acutorostrata, baleia de minke, ou finbeque, na região dos Açores, caracteriza-se por ter barbas em vez de dentes, uma forma corporal elegante e uma série de 50 a 70 pregas que se localizam na zona ventral da cabeça.

Encontra-se actualmente no estado LC – Least Concern, o estado de preocupação menor da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, estado que sugere que a população está estável.

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A baleia-anã está na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas – em estado LC / menor preocupação.

ZAP