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Cameron Jean-Pierre era alérgico a frutos do mar

Quando Cameron entrou na casa da avó no dia de Ano Novo, o peixe que iriam comer ao almoço estava a ser cozido. O menino de 11 anos, alérgico a peixe e frutos do mar, acabou por falecer.

O peixe estava a ser cozinhado quando Cameron Jean-Pierre, de 11 anos, chegou à casa da sua avó, em Nova Iorque.

Segundo o Washington Post, Cameron era alérgico a frutos do mar. Quando entrou na casa da avó, para comemorar o Ano Novo, a criança começou a “chiar”. O pai pegou de imediato na máquina de nebulização, mas, desta vez, parecia não estar a funcionar. “Cameron não conseguia respirar”, disse Steven Jean-Pierre, pai de Cameron.

A criança, com muito esforço, ia dizendo ao pai que o amava e que sentia que estava a morrer. Steven pegou no telemóvel e ligou de imediato para as urgências. O menino foi levado para um hospital próximo da casa da avó, mas acabou por falecer.

Um porta-voz do gabinete do médico legista disse que a causa da morte ainda não foi determinada, embora Steven tivesse adiantado que a criança morreu depois de inalar

o fumo do peixe quando estava a ser cozido.

Estima-se que, nos Estados Unidos, cerca de seis milhões de crianças sofram de alergias alimentares, incluindo peixes albinos como o salmão e o atum, de acordo com a Food Allergy Research & Education.

Adela Taylor, da Mayo Clinic, explica que também é possível ter uma reação alérgica ao vapor ou ao fumo produzido pelo cozimento de frutos do mar.

“A proteína do peixe responsável pelas reações alérgicas mantém-se muito estável, mesmo depois de o peixe estar cozido”, afirmou. Aliás, há estudos publicados que indicam que essa proteína pode ser detetada no vapor durante a confeção do peixe, especialmente num espaço fechado, podendo resultar numa reação alérgica.

Ainda assim, este tipo de casos são muito raros.

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