Mário Cruz / Lusa

Luis Marques Mendes

“Ainda a procissão vai no adro”. É assim que Marques Mendes avalia a investigação do Ministério Público à tragédia de Pedrógão Grande, vaticinando que o Estado vai acabar por ser acusado de homicídio por negligência.

No seu habitual espaço de comentário na SIC, Marques Mendes fez o balanço sobre os seis meses da tragédia de Pedrógão Grande que vitimou, pelo menos, 66 pessoas.

O ex-líder do PSD começou por destacar as lacunas do Estado, em termos de responsabilidades políticas, notando que demoraram a ser assumidas. Também criticou a demora no pagamento de indemnizações do Estado às vítimas do grande incêndio.

“Quanto às responsabilidades criminais, ainda a procissão vai no adro”, referiu Marques Mendes, revelando a sua “convicção” de que “o Ministério Público vai acabar por acusar o Estado e entidades de homicídio por negligência

“.

Na semana passada, o Departamento de Investigação e Acção Penal de Leiria constituiu como arguidos, no âmbito do inquérito-crime ao incêndio, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Augusto Arnaut, e o segundo comandante distrital de Leiria da Protecção Civil, Mário Cerol.

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