Paulo Novais / Lusa
Pedro Dias, suspeito de um duplo homicídio em Aguiar da Beira
A PJ terá encontrado várias cartas escritas por Pedro Dias durante a fuga, dirigidas à família, nas quais o suspeito dos crimes de Aguiar da Beira assume a autoria dos homicídios.
Nas cartas, Pedro Dias pede ainda desculpa aos pais e à atual companheira, lamentando ainda a deceção que lhes causou.
A notícia é divulgada pelo Jornal i, que adianta que também foram encontradas folhas com a assinatura do suspeito, provavelmente para precaver algumas transferências de bens.
O material foi encaminhado para o Laboratório de Polícia Científica, para que seja feita a análise à caligrafia e comparar os manuscritos com a escrita de Pedro Dias.
Matou militar para encobrir crimes do passado
Segundo a PJ, Pedro Dias terá disparado contra o GNR que acabou por morrer para esconder um furto a um armazém para ração de gado, cometido em 2010, em Leiria.
Durante o roubo, uma testemunha chamou a GNR e deu uma descrição física do alegado assaltante. Quando as autoridades chegaram ao local, o homem disparou oito tiros
e, posteriormente, os invólucros das balas foram recolhidos e armazenados.No entanto, o processo foi arquivado por falta de provas e o suspeito não chegou a ser localizado ou detido.
Agora, a polícia concluiu que os invólucros recolhidos na altura serão iguais aos encontrados em outubro, em Aguiar da Beira.
De acordo com as autoridades, Pedro Dias terá iniciado o tiroteio que levou à morte do militar Carlos Caetano porque estava a tentar encobrir a arma usada no assalto realizado em 2010.
O “piloto” entregou-se à polícia a 8 de Novembro, depois de ter passado um mês em fuga por ser suspeito de dois homicídios e de ter deixado uma mulher e outro guarda a lutar pela vida, em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda.
Neste momento, Pedro Dias está em prisão preventiva na cadeia de alta segurança de Monsanto, em Lisboa.
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É "Laboratório de Polícia Científica" e não "Laboratório de Polícia Criminal"